sexta-feira, 2 de maio de 2014


Inserção de presos no mercado de trabalho beneficia empresas e sociedade


Empresas, órgãos públicos e instituições voltadas para a assistência a presos colhem experiências positivas na inclusão de apenados em seus quadros funcionais. Vencidas as barreiras da falta de informação e do preconceito, a inserção de presos no mercado de trabalho possibilita a ressocialização de condenados com efeitos sobre a redução da reincidência criminal, fora os benefícios financeiros com a contratação.

Dados mais recentes do Departamento Penitenciário Nacional do Ministério da Justiça (Depen/MJ) apontam que, em 2012, cerca de 112 mil presos participavam de programas de trabalho interno ou externo. Aproximadamente 20% atuavam fora do sistema penitenciário, contabilizando quase 22 mil trabalhadores. Nos programas de trabalho externo, as contratações em empresas privadas representaram quase 53% dos presos empregados. Já as parcerias com órgãos públicos participaram com aproximadamente 20% das contratações.

Legislação De acordo com a Lei de Execução Penal, a relação trabalhista não está sujeita ao regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Portanto, o empresário fica isento de encargos como férias, 13º e recolhimento ao FGTS. Por conta disso, segundo a diretora-executiva da Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso do Distrito Federal (Funap/DF), Verlúcia Cavalcante, a contratação do preso chega a custar três vezes menos que a contratação de funcionários regidos pela CLT.

“Para o contratante, seja público ou privado, além de cumprir o seu papel social, a contratação de presos gera economia”, destacou. Atualmente, existem no Distrito Federal quase 2 mil apenados que ocupam vagas de trabalho externo em órgãos distritais e federais e em empresas.




Segundo Verlúcia, no Distrito Federal, as oportunidades ainda são maioria no Poder Público. Para ela, uma das razões seria a falta de conhecimento por parte do empresariado sobre os benefícios da iniciativa. “Os presos podem atuar nos mais diversos campos e não apenas na construção civil ou serviços gerais. Temos experiências em que os presos atuam em secretarias, bibliotecas e áreas de manutenção”, destaca.


(Fotos: Luiz Silveira/Agência CNJ)
Sarah Barros
Agência CNJ de Notícias


Reunião sobre portaria em prol da população carcerária LGBT


                                 Diretores de presídios, assistente social, psicóloga e
                                 assistência jurídica da SEJAP




A Secretaria de Estado de Justiça e da Administração Penitenciária (Sejap) realizou na tarde da terça-feira(29), reunião para articular a formulação da Portaria que normatizará o atendimento à população LGBT em Estabelecimentos Prisionais do Estado do Maranhão.

 A criação da portaria deu-se após regulamentação que estabelece novos parâmetros de acolhimento à comunidade LGBT - Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais - que estiverem presos em alguma unidade penitenciária no Brasil. A norma é assinada pelo Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP) e pelo Conselho Nacional de Combate à Discriminação CNCD/LGBT e entrou em vigor em 17 de abril deste ano.


   Secretário Sebastião Uchôa/André Barreto Superitendente de
   Justiça da Sejap.

Sob comando do Secretário da Sejap Sebastião Uchôa e do Superintendente de Justiça André Barreto, com participação dos diretores e coordenadores das assistências da instituição, estetiveram presentes Organizações Não Governamentais em defesa aos direitos da população LGBT, entre elas: O grupo Gayvota, a Articulação Maranhense de Travestis e Transexuais, Fórum de ONG's LGBT e os Grupo Solidário Lilás, Passo Livre e Lema.

       André Barreto e participantes do evento



Fonte/Aidê Rocha/Ascom Sejap
Fotos/Stenio Johnny
Coordenação/Josilma Bogéa

 



Cinco mulheres presas em abril tentando levar celulares para detentos



Gabriella foi presa em flagrante quando iria levar aparelho para companheiro na UPR do Olho d'Água

Gabriella foi presa em flagrante quando iria levar aparelho
para companheiro na UPR do Olho d'Água
A entrada de celular e outros aparelhos similares nos estabelecimentos penais brasileiros é hoje, sem dúvida, um dos mais graves e complexos problemas que desafiam a Administração Penitenciária de todas as unidades da federação, especialmente pelas consequências maléficas.

Na manhã de ontem, quarta-feira (30), uma mulher foi flagrada tentando entrar com telefone celular, escondido nas partes íntimas, na Unidade Prisional de Ressocialização (UPR) Olho d'Água. Ela foi detida por agentes penitenciários durante revista pessoal antes de encontrar com a pessoa que seria visitada.

A mulher foi identificada como Gabriella Marcia de Azevedo Serra, de 20 anos. Ela foi encaminhada imediatamente para o 7° Distrito Policial, localizado no Turu. Com este caso, sobe para cinco o número de mulheres que foram detidas tentando entrar com celulares em presídios do Sistema Prisional da capital, somente neste mês de abril.
As mulheres detidas por esta prática delituosa são, na maioria das vezes, parentes dos internos, principalmente esposas.

Outros casos

No último sábado (26), outra mulher foi presa por tentar entrar com um aparelho na Central de Custódia de Presos de Justiça (CCPJ) de Pedrinhas. Ela foi identificada como Taís Cristina Marques e iria entregar o celular ao esposo, que cumpre pena na unidade prisional. Taís foi encaminhada ao Plantão de Polícia Civil da Vila Embratel.

No dia 19, Jesyca Luiza Costa da Conceição, foi detida pelo serviço terceirizado da CCPJ de Pedrinhas durante visita a um detento. Ela tentou entrar no presídio com um celular em um saco de farinha.

Jesyca foi encaminhada para o Plantão da Vila Embratel, onde foi registrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), depois liberada.

O caso que mais chamou a atenção foi o da enfermeira identificada como Gisele da Silva Pacheco, que trabalhava no Complexo Penitenciário de Pedrinhas. Ela foi detida no dia 17. Gisele estava com quatro celulares, que seriam entregues a detentas do presídio Feminino de Pedrinhas. De acordo com informações policiais, ela foi detida após uma revista pessoal.

A mulher, que teria recebido R$ 300 para transportar os aparelhos, foi imediatamente encaminhada para o 16° DP, na Vila Embratel. Durante o depoimento, a suspeita revelou que os aparelhos seriam entregues a detentas que estavam planejando uma fuga em massa.

De acordo com informações, ela é casada com o filho do coronel PM Franklin Pacheco, ex-comandante da Polícia Militar do Maranhão, que foi substituído pelo coronel Zanoni, no início do ano.

No início do mês de abril, mais precisamente no dia 6, uma mulher grávida de sete meses estava com um celular dentro da vagina e tentou entrar em uma unidade prisional do Complexo de Pedrinhas.

Ela foi identificada como Lidiane Pereira Salles, de 23 anos. O detector de metais apontou que a gestante estava com algo em seu corpo, o que se confirmou após ser feita uma revista íntima na mulher.

Ela foi imediatamente encaminhada ao 16° Distrito Policial, localizado na Vila Embratel, onde foi autuada em flagrante. Será aberta uma investigação para saber quem seria o preso beneficiado com o telefone celular.


Lei e Pena
A Lei que as pessoas violam quando tentam entrar em uma unidade prisional com um aparelho celular é a número 12.012 de 06.8.2009[4], a qual acrescenta ao Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - Código Penal Brasileiro, no Capítulo III, denominado Dos Crimes Contra a Administração da Justiça -, o art. 349-A, tipificando o ingresso de pessoa portando aparelho telefônico de comunicação móvel, de rádio ou similar, sem autorização legal, em estabelecimento prisional, prevês uma pena de detenção de três meses a um ano.


Fonte/O Imparcial

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Sejap estuda mudança no local que funcionará Centro de Detenção Provisória de Pedreiras



Foto/Clayton Monteles 
A secretaria de Estado da Justiça e da Administração Penitenciária analisará, após reunião realizada na sede do órgão nesta quarta-feira (30), a mudança do local em que funcionará o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pedreiras. O encontro que foi solicitado pelo deputado estadual, Raimundo Louro, teve como objetivo levar aos gestores do órgão algumas questões da população do município.


De acordo com Raimundo Louro, a população está insatisfeita, pois o projeto visa que essa nova unidade prisional seja na área urbana da cidade. Desde 2001, Pedreiras conta com um Centro de Ressocialização e no terreno funciona também uma Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac), segundo o deputado, este seria o local ideal para a nova unidade.
 
“A sociedade de Pedreiras não é contra o novo presídio, apenas solicita que seja em um outro local. A sugestão é que seja ao lado do já existente, localizado a cinco quilômetros da cidade e possui área suficiente para o projeto”, frisou. O secretário de Estado da Justiça e da Administração Penitenciária, Sebastião Uchôa, esclareceu que a ideia de reforma e ampliação da Delegacia Regional de Pedreiras para que se adeque a Centro de Detenção Provisória também foi estratégica.
 
 “A separação física dessa unidade com as demais é importante para evitar o contato com outros internos. O CDP será parte fundamental no trabalho de ressocialização que já conta com a outra unidade prisional e a Apac para contribuir com esse processo no município”, acrescentou.
O Centro de Detenção Provisória que funcionará na cidade terá papel de regional, recebendo internos de Trizidela do Vale e adjacências, impedindo o envio desses para a capital. “A partir disso poderão cumprir pena próximo de seus familiares como etermina a Lei de Execução Penal”, explicou Uchôa.
Para o padre José Geraldo da Paroquia de São Benedito de Pedreiras, a visão humanizada que está sendo dada ao sistema carcerário pela Sejap e também com relação à população é primordial para entender a situação “Não somos contrários a unidade, mas queremos evitar  um desgaste e agir para o bem de todos. A mudança para outro lugar seria a melhor alternativa”. 
    
                                                       Foto/Clayton Monteles

Participaram da reunião, o subsecretário do órgãos, Mário Leonardo Pereira Jr.; o assessor jurídico e engenheiro da sejap Wellington Dias e Luis Carlos, respectivamente; representantes do banco BNDS e da empresa responsável pela obra.
 
O blog Sjnoticias esteva na Sejap e conversou com o Secretário Sebastião Uchôa, e o Deputado Estadual Raimundo Louro e o Padre da cidade de Pedreiras José Geraldo.
 
Matéria do blog Nilson Figeiredo.
 
 
Fonte/Aidê Rocha/Ascon Sejap
Fotos/Clayton Monteles
Coordenação/Josilma Bogéa
 
 

 
O blog Sjnoticias esteve na Sejap e conversou com o Secretário Sebastião Uchôa, o Deputado estadual Raimundo Louro e o Padre da cidade de Pedreiras José Geraldo.

 
Assista Aqui as entrevistas com o repórter Stenio Johnny.
 
 
 
 
 
 
 

Airton Sena o mito da fórmula 1 sua vida sua trajetória automobilistica

 
 
 
    Airton Sena o eterno campeão da fórmula 1
 
 
Ayrton Senna da Silva (São Paulo, 21 de março de 1960Ímola, 1 de maio de 1994) foi um piloto brasileiro de Fórmula 1, três vezes campeão mundial, nos anos de 1988, 1990 e 1991. Foi também vice-campeão no controverso campeonato de 1989 e em 1993. Morreu em acidente no Autódromo Enzo e Dino Ferrari, em Ímola, durante o Grande Prêmio de San Marino de 1994. É reconhecido como um dos maiores nomes do esporte brasileiro[1] e um dos maiores pilotos da história do automobilismo.
 
Senna começou sua carreira competindo por kart. Mudou-se para competições de automobilismo em 1981, sagrando-se campeão do Campeonato Britânico de Fórmula 3 após 2 anos de sua estreia.[10] Seu bom desempenho na Fórmula 3 impulsionou sua ascensão à Fórmula 1, fazendo sua primeira aparição na categoria no Grande Prêmio do Brasil de 1984 pela equipe Toleman-Hart, tendo abandonado a corrida na 8a volta. Em sua primeira temporada, Senna conseguiu pontuar em 5 corridas, fechando o ano com treze pontos e a 9a posição na classificação geral dos pilotos. No ano seguinte, trocou a Toleman-Hart pela Lotus-Renault, equipe pela qual venceu seis Grands Prix ao longo de três temporadas.
 
 
 Em 1988, juntou-se o francês Alain Prost (que seria seu maior rival em sua carreira) na McLaren-Honda e viveu anos vitoriosos pela equipe. Os dois juntos venceram 15 dos 16 Grands Prix daquela temporada, e Senna sagrou-se campeão mundial pela primeira vez. Prost levou o campeonato de 1989, e Senna retomou o título em 1990 - ambos títulos foram decididos por colisões entre os pilotos no Grande Prêmio do Japão. Na temporada seguinte, Senna faturou seu terceiro título mundial, tornando-se o piloto mais jovem a conquistar um tricampeonato na Fórmula 1 - façanha que foi mantida até o final da temporada de 2012, quando Sebastian Vettel chegou ao tricampeonato vencendo por três anos consecutivos.
 
Em 1991, depois de conquistar seu terceiro título mundial, Senna explicou à imprensa o que acontecera no ano anterior em Suzuka. Ele tinha como prioridade conseguir a pole pois havia recebido informações seguras de que esta mudaria de lado, passando para a esquerda, o lado limpo da pista, somente para descobrir que essa decisão havia sido revertida por Balestre depois que ele conquistara a pole. Explicando a colisão com Alain Prost ; Ayrton Senna disse que queria deixar claro que ele nunca iria aceitar as decisões injustas de Balestre, incluindo a sua desclassificação em 1989 e a pole de 1990:
 
"Eu acho que o que aconteceu em 1989 foi imperdoável e eu nunca irei esquecer isso. Eu me empenho em lutar até hoje. Você sabe o que aconteceu aqui: Prost e eu batemos na chicane, quando ele virou sobre mim. Apesar disso, eu voltei à pista, ganhei, e eles decidiram contra mim, o que não foi justo. E o que aconteceu depois foi "teatro", mas eu não sei o que pensei. Se você faz isso, você será penalizado, multado e talvez perca sua licença. Essa é a forma correta de trabalhar? Não…
 
 Em Suzuka no ano passado eu pedi aos organizadores para trocar o lado da pole. Não foi justo, porque o lado direito é sempre o sujo. Você se esforça pela pole e é penalizado por isso. E eles dizem: "Sim, sem problema." E depois o que acontece? Balestre dá a ordem para não mudar nada. Eu sei como o sistema funciona e eu pensei que foi mesmo uma m****. Então eu disse a mim mesmo: "Ok, aconteça o que acontecer, eu vou entrar na primeira curva antes - Eu não estava preparado para deixar o outro (Alain Prost) chegar na curva antes de mim. Se eu estou perto o suficiente dele, ele não poderá virar na minha frente - e ele será obrigado a me deixar seguir.
 
" Eu não me importo em bater; eu fui para isso. E ele não quis perder a chance, virou e batemos. Foi inevitável. Tinha que acontecer. "Então você deixou isso acontecer", alguém diria. "Por que eu causaria isso?". Se você se ferrar cada vez que estiver fazendo o seu trabalho limpo, conforme o sistema, o que você faz? Volta para trás e diz "Obrigado"? De jeito nenhum!
 
 Você deve lutar para o que você acha que é certo. Se a pole estivesse colocada na esquerda, eu teria chegado na frente na primeira curva, sem problemas. Que foi uma péssima decisão manter a pole na direita, e isso foi influenciado pelo Balestre, isso foi. E o resultado foi que aconteceu na primeira curva. Eu posso ter contribuído, mas não foi minha responsabilidade".

                           Airton sena o mito da fórmula 1
 
A partir de 1992, a equipe Williams-Renault dominou amplamente a competição. Ainda assim, Ayrton senna conseguiu terminar a temporada 1993 como vice-campeão, vencendo cinco corridas. Negociou uma transferência para Williams em 1994.
 
Sua reputação de piloto veloz ficou marcada pelo recorde de pole positions que deteve. Sobre asfalto chuvoso, demonstrava grande capacidade e perícia, como demonstrado em atuações antológicas nos GPs de Mônaco 1984, de Portugal 1985 e da Europa 1993. Senna ainda detém o recorde de maior número de vitórias no prestigioso Grande Prêmio de Mônaco - seis - e é o terceiro piloto mais bem sucedido de todos os tempos em termos de vitórias.
 
Em dezembro de 2009 a revista inglesa Autosport publicou uma matéria onde fez uma eleição para a escolha do melhor piloto de Fórmula 1 de todos os tempos. A revista consultou 217 pilotos que passaram pela categoria, e Ayrton Senna venceu tal votação.
 
A rede de comunicação estatal britânica, BBC, elegeu o brasileiro Ayrton Senna como o melhor piloto de Fórmula 1 da história. “Provavelmente nenhum piloto da Fórmula 1 tenha se dedicado mais ao esporte e dado mais de si mesmo em sua rígida busca pelo sucesso. Ele era uma força da natureza, uma combinação incrível de muito talento e, em alguns casos, uma determinação espantosa”, aponta o texto publicado no site da BBC.
 
Em 2012, o SBT realizou o programa O Maior Brasileiro de Todos os Tempos para eleger a maior personalidade do país. Ayrton Senna ficou entre os 12 mais votados, sendo vencido por Chico Xavier em uma das semifinais do programa.
 
 
 
Em 2014, foi homenageado pela escola de samba Unidos da Tijuca, que veio a ser campeã do carnaval carioca.
 
É considerado um dos maiores ídolos do esporte no Brasil, ganhando inclusive a alcunha de herói nacional por parte da mídia especializada.
 

Morte:

Acidente fatal em Ímola

Na terceira corrida da temporada, o GP de San Marino, em Ímola, Senna declarou que esta deveria ser a corrida de início da temporada para ele, pois não havia terminado as anteriores e agora faltavam apenas quatorze corridas. Senna mais uma vez conquistou a pole, mas o fim de semana não seria tão fácil. Ele estava particularmente preocupado com dois eventos. Um deles, na sexta-feira, durante a sessão de qualificação da tarde, o piloto brasileiro Rubens Barrichello, envolveu-se em um grave acidente perdendo o controle de sua Jordan nº14, passou por cima de uma zebra e voou da pista, chocando-se violentamente contra uma barreira de pneus.
 
 
 
Felizmente, Barrichello saiu desse acidente com pequenas escoriações e o nariz quebrado, ferimento suficiente para impedi-lo de correr no domingo. Senna visitou seu amigo no hospital - ele pulou o muro depois que foi impedido de visitá-lo pelos médicos - e ficou convencido de que as normas de segurança deveriam ser revisadas.
 

A Curva Tamburello em 1994.

Mudanças feitas no autódromo Enzo e Dino Ferrari depois dos acidentes de 1994.
 
O segundo ocorreu no sábado, durante os treinos livres, quando o austríaco Roland Ratzenberger, correndo pela Simtek, bateu violentamente na curva Villeneuve num acidente que começou a se formar na fatídica curva Tamburello, quando asa traseira de seu carro se soltou fazendo-o perder o controle do veículo. Levado ao Hospital Maggiore de Bolonha, ele faleceu 8 minutos depois. Essa foi a primeira morte de um piloto na pista em dez anos - desde que a FIA adotara sérias medidas de segurança -. Senna convenceu os oficiais de pista a levá-lo ao local do acidente para ver ele mesmo o que poderia ter acontecido e essa ousadia lhe custou mais uma advertência e algum desgaste na sua atribulada relação com a FIA.
 
Senna passou o final da manhã reunido com outros pilotos, determinado a recriar a antiga Comissão de Segurança dos Pilotos, a fim de melhorar a segurança na F1. Como um dos pilotos mais velhos, ele se ofereceu para liderar esses esforços.
Apesar de tudo, Senna e todos os outros pilotos concordaram em correr. Ele saiu em primeiro, mas J.J. Lehto deixou morrer sua Benetton, fazendo os outros pilotos desviarem dele. Porém Pedro Lamy, da Lotus-Mugen, bateu na parte traseira de Lehto, o que levou o safety car à pista por cinco voltas.
 
Na sexta volta a corrida foi reiniciada, e na abertura da sétima volta Senna rapidamente fez a terceira melhor volta da corrida, seguido por Schumacher. Senna iniciara o que seria a sua última volta; ele entrou na curva Tamburello e perdeu o controle do carro, seguindo reto e chocando-se violentamente contra o muro de concreto. A telemetria mostrou que Senna, ao notar o descontrole do carro, ainda conseguiu, nessa fração de segundo, reduzir a velocidade de cerca de 300 km/h (195 mph) para cerca de 200 km/h (135 mph).
 
 Os oficiais de pista chegaram à cena do acidente e, ao perceber a gravidade, só puderam esperar a equipe médica. Por um momento a cabeça de Senna se mexeu levemente, e o mundo, que assistia pela TV, imaginou que ele estivesse bem, mas esse movimento havia sido causado por um profundo dano cerebral.
 
 Senna foi removido de seu carro pelo Professor Sid Watkins, neurocirurgião de renome mundial pertencente aos quadros da Comissão Médica e de Segurança da Fórmula e chefe da equipe médica da corrida, e recebeu os primeiros socorros ainda na pista, ao lado de seu carro destruído, antes de ser levado de helicóptero para o Hospital Maggiore de Bolonha onde, poucas horas depois, foi declarado morto.Mais tarde o Professor Watkins declarou:
 
Ele estava sereno. Eu levantei suas pálpebras e estava claro, por suas pupilas, que ele teve um ferimento maciço no cérebro. Nós o tiramos do cockpit e o pusemos no chão. Embora eu seja totalmente agnóstico, eu senti sua alma partir nesse momento.
Foi encontrado no carro de Senna uma bandeira austríaca que, em caso de uma possível vitória, Ayrton Senna empunharia em homenagem ao austríaco Roland Ratzenberger, morto um dia antes.
 

Senna em sua McLaren.
Foi um GP trágico. Além do acidente de Barrichello e das mortes de Senna e Ratzenberger, o acidente entre J.J. Lehto e Pedro Lamy fez arremessar dois pneus para a arquibancada, ferindo vários torcedores. O italiano Michele Alboreto, da Minardi, perdeu um pneu na saída dos boxes e se chocou contra os mecânicos da Ferrari, ferindo também um mecânico da Lotus.
 
Não bastando isso, durante alguns minutos as comunicações no circuito entraram em colapso, permitindo que o piloto Erik Comas, da equipe Larrousse, deixasse o pit-stop e retornasse à corrida quando ela já havia sido interrompida. Comas somente entendeu o que estava acontecendo quando os fiscais de pista mais próximos ao acidente tremularam nervosamente suas bandeiras vermelhas indicando-lhe a situação.
 
 Se não fosse por essa atitude, ele poderia ter se chocado com o helicóptero que se encontrava pousado no asfalto da pista aguardando para levar Senna ao hospital.
A imagem de Ayrton apoiado na sua Williams, flagrado pelas tevês, com o olhar distante e perdido, pouco antes do início do GP, ficaria marcada para sempre entre seus fãs.
 
No Brasil, ficou muito difundida uma frase dita pelo jornalista Roberto Cabrini ao Plantão da Globo, boletim de notícias extraordinário da Rede Globo. Logo após a confirmação da morte de Ayrton, pelo hospital, Cabrini noticiou dizendo, por telefone:
 
 
"Morreu Ayrton Senna da Silva... Uma notícia que a gente nunca gostaria de dar."
 

Funeral


No Cemitério do Morumbi, a sepultura de Ayrton Senna.Nada pode me separar do amor de Deus.
 
A temida curva Eau Rouge no circuito da Bélgica foi temporariamente readequada para a corrida de 1994. Em uma foto divulgada, Damon Hill dirige pela chicane, onde foi escrita uma mensagem em homenagem a Senna. A morte do piloto foi considerada pelos brasileiros como uma tragédia nacional e o governo brasileiro declarou três dias de luto oficial. O governo brasileiro também lhe concedeu honras de chefe de Estado, com a característica salva de tiros. Estima-se que mais de um milhão de pessoas foram às ruas para ver seu ídolo e render-lhe as últimas homenagens, sem contar os milhões que acompanharam pela televisão desde a chegada do avião que trouxe seu corpo no Aeroporto de Guarulhos, às 5h30 da manhã.
 
 
A maioria dos pilotos de Fórmula 1 estiveram presentes no funeral de Senna. Porém o então presidente da FIA, Max Mosley, não compareceu, alegando que estava nos funerais de Ratzenberger no dia 7 de maio, em Salzburgo, na Áustria. Mosley disse à imprensa, dez anos depois: "Fui a esse funeral porque todos estavam no de Senna. Achei que era importante alguém ir a esse."
 
Na corrida seguinte, em Mônaco, a FIA decidiu deixar vazias as duas primeiras posições no grid de largada, e elas foram pintadas com as cores das bandeiras brasileira e austríaca, em homenagem a Senna e Ratzenberger.
 
O corpo de Senna está sepultado no jazigo 11, quadra 15, setor 7, do Cemitério do Morumbi, em São Paulo.



"AMIGO É COISA PRA SE GUARDAR NO LADO ESQUERDO DO PEITO"
                                       (Milton Nascimento)
 
 
 

 O cortejo no carro do Corpo de Bombeiros