terça-feira, 26 de novembro de 2013

SSP apresenta falso médico e executor de empresários







O Secretário de Estado de Segurança Pública, Aluisio Mendes apresentou, na tarde desta segunda-feira (25), o resultado de duas ações deflagradas pelas Polícias Civil e Militar. Um dos detidos é apontado pela polícia como o executor dos irmãos e empresários José Mauro Alves Queiroz, de 57 anos, e José Queiroz Filho, 68, crime ocorrido no dia 11 de janeiro de 2012. O  outro que foi apresentado é um nigeriano que exercia de forma irregular a profissão de médico em várias cidades do interior.

Os irmãos José Mauro Alves Queiroz e José Queiroz Filho eram proprietários da empresa Replub Ltda., especializada na compra e venda de óleo reciclado, localizado no Distrito Industrial de São Luís. Com a prisão de mais um envolvido, a polícia elucidou o crime.

Para a polícia, Erinaldo Almeida Soeiro, de 22 anos, foi quem disparou os tiros que atingiram os empresários. A investigação do caso foi coordenada pelo delegado Roberto Vagner Leite.
Em relação ao executor preso, o secretário de Segurança informou que se trata de um homicida perigoso. “Ele tem diversas passagens pela polícia, inclusive em um confronto policial com equipes da Superintendência Estadual de Investigações Criminais. Ele, inclusive, já foi reconhecido por diversas testemunhas. Erinaldo é especialista em roubo de carros e motos”.
O crime
Na tarde do dia 11 de janeiro de 2012, um homem em uma motocicleta Honda preta chegou ao vigilante da empresa dizendo que queria comprar óleo. O vigilante nesse momento chamou um dos sócios. Ambos foram rendidos pelo homem que pediu que os levassem a um dos irmãos Queiroz.

No escritório onde se encontrava as vítimas, o executor efetuou um disparo de arma de fogo contra o José Mauro e dois disparos contra o José Queiroz. Um sobrinho da vítima, também, se encontrava no local no momento do crime.

O delegado Roberto Vagner Leite contou que, em depoimento, Erinaldo Soeiro revelou que havia sido contratado por um ex-sócio de uma das vítimas para realizar o crime. Na negociação, o mandante, Eduardo Gomes de Freitas, teria encomendado o crime pela quantia de R$ 100 mil. “Eduardo havia pago o valor de R$ 40 mil e daria o restante depois do crime, mas ele acabou tendo um infarto, não resistiu e acabou falecendo”, explicou o delegado.

Prisões

Erinaldo Almeida Soeiro foi preso com mais três pessoas, no Residencial Nova Era, na Rua Capricórnio, Quadra 34, nº 36, em São José de Ribamar, suspeitos de praticar vários crimes naquele município, na última quinta-feira (21).

Na casa, foram apreendidas duas motocicletas, sendo uma Honda de cor vermelha, com placas NXQ-9180 e uma Honda CG 125 de cor preta e placas NWY-7857, uma espingarda calibre 12, pólvora, carregador de pistola, dois capacetes, anéis, pulseira, cordão, quatro peças de motocicletas, uma placa de veículo e a carteira de trabalho de Renderson Pestana de Assis.

Erinaldo, Renderson, Alexsandro e Márcia foram encaminhados à Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos (DRFV) e foram autuados em flagrante delito pelo delegado Paulo Roberto Hertel.

Médico ilegal

Durante a coletiva de imprensa,  foi apresentado ainda o nigeriano Kingsley Ify Umeilechukwy, 31 anos. Ele, que foi autuado pelos crimes de exercício ilegal da medicina e estelionato, foi detido no último sábado (23), por investigadores lotados na 5ª Delegacia Regional em Pinheiro, no momento em que realizava um atendimento dentro de  uma unidade de saúde municipal em Bacuri. 

Em depoimento, o nigeriano disse que  prestava serviços em vários municípios do Maranhão como estagiário, e em alguns casos, assumia plantões. Ele disse ainda que  estava no Brasil desde o ano de 2007 e trabalhava naquela unidade de saúde desde o ano passado.

Ainda em depoimento para a polícia, Kingsley chegou a dizer que concluiu duas especializações pela Universidade Federal do Maranhão, sendo uma em Pediatria e a outra em Ortopedia.  Ele não apresentou nenhuma documentação comprovando os cursos. Segundo informações policiais, o nigeriano começou a ser investigado no último dia 4, após a morte de uma criança na cidade de Mirinzal.


Para Aluísio Mendes mais uma vez a polícia agiu com rapidez e precisão. “Esse não é um caso isolado, é um fato perigoso, já que põe em risco a vida da população”, comentou. O secretário de Segurança frisou ainda que a polícia está investigando se existem outros casos desta natureza no interior do estado.

Outro fato já esclarecido  foi a declaração dada também em depoimento pelo nigeriano,  de que  a vítima, mordida por um cachorro, teria ido ao hospital da cidade  e não teria sido medicada por conta da falta de vacina. Ele afirmou que teria orientado a mãe para que lavasse o ferimento e levasse o filho em outro posto de saúde na manhã seguinte.

Em relação a este fato, o secretário-adjunto de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Alberto Carneiro, disse que a informação sobre a falta de vacinas naquela unidade de saúde não é verídica. Segundo ele, todos os postos de saúde e hospitais do interior possuem as principais vacinas para casos urgentes como esse. “O nigeriano médico não seguiu as recomendações de praxe seguidas por médicos profissionais, caso isso tivesse sido feito, a criança poderia estar viva agora”, explicou.

A mãe da vítima não levou o filho para ser vacinado e a criança veio a óbito. A mulher atribuiu a morte do filho ao médico. Ele foi autuado em flagrante delito pelo delegado plantonista, Tarcísio de Jesus Fonseca, pelo artigo 282 combinado com o artigo 171, estelionato e exercício ilegal da Medicina.

Ainda segundo Aluisio Mendes, a investigação do caso vai evoluir e informou que a polícia agora quer saber quem facilitou a entrada do falso médico no grupo profissionais da unidade de saúde, quem contratou e se recebia alguma ajuda de custo para a realização de alguns plantões. “A Polícia Civil vai apurar todas as responsabilidades para que todos sejam penalizados”, informou.

O juiz Marcelo Santana Farias, do Fórum do município de Bacuri, arbitrou a fiança do falso médico, no valor de dois salários mínimos, o que permitiu ao suspeito que fosse solto nesta segunda-feira (25). 

Presentes, também, na apresentação dos detidos, o secretário-adjunto de Inteligência e Assuntos Estratégicos, Laércio Costa; a delegada geral de Polícia Civil, Maria Cristina Resende; e o delegado Cesar Carlos Veloso, adjunto da Superintendência de Polícia Civil do Interior.

Fonte:
Suspeito de envolvimento em homicídio é preso em Timon

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Coronel Zanoni retoma o tradicional “Bom Dia” com os Oficiais da PM



dest5O comandante geral da Polícia Militar do Maranhão, coronel Aldimar Zanoni Porto, retomou, na manhã de sexta-feira (22), o tradicional “Bom Dia” (reunião semanal) que será realizado nas quartas-feiras, com os oficiais da capital, no Auditório Coronel Bazola, no Quartel do Comando Geral da PMMA, no bairro do Calhau.


O Bom Dia é um encontro semanal entre os oficiais da PMMA, por meio o qual o comando da instituição busca atualizar e repassar diretrizes do comando, tratar de assuntos atuais de interesse da corporação, ouvir sugestões e debater propostas com os oficiais presentes, que levarão ao debate também os anseios das praças de suas unidades, visando alcançar melhorias para a PMMA e estreitar o relacionamento entre o comandante e os comandados.

O coronel Zanoni abriu os trabalhos informando aos oficiais que o encontro será uma das filosofias do seu comando. “Iremos nos reunir semanalmente para traçarmos metas, a partir das sugestões dos oficiais presentes, que contribuam para otimizar o dia-a-dia das nossas atividades”, disse o comandante.

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Fonte/ASCOM

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Especial 200 anos do TJMA: Crimes que marcaram história no Judiciário maranhense



Original da carta testemunhável requerida por Russel Kennedy (Foto: Ribamar Pinheiro)
Original da carta testemunhável requerida
por Russel Kennedy (Foto: Ribamar Pinheiro

Deu no New York Times: “Americano é assassinado no Brasil”. A notícia publicada há 80 anos relatou a morte de John Harold Kennedy, 31 anos. Dois tiros disparados pelo maranhense José de Ribamar Mendonça, 25, bilheteiro de bondes da Ulen Company, atingiram e mataram o contador da empresa, na Rua da Estrela, em São Luís, no dia 30 de setembro de 1933.

Sessenta e seis anos depois do homicídio, o jornal britânico The Guardian noticiou: “Brasil viu o primeiro ato na tragédia dos Kennedys”. Apesar de o nome de John Harold não constar na árvore genealógica oficial da família, o periódico acolheu uma versão local, segundo a qual teria sido confirmada por um cônsul dos Estados Unidos a informação de que Harold seria irmão ilegítimo de Joseph, o pai de John F. Kennedy, presidente americano assassinado em 22 de novembro de 1963 em Dallas, Texas.

Muitos consideram que a chamada maldição dos Kennedy começou com a morte de Joseph “Joe” Junior, irmão mais velho de JFK, em 12 de agosto de 1944, na explosão do avião que pilotava, durante a Segunda Guerra Mundial, na Inglaterra. Um dos indícios do parentesco do Kennedy morto no Maranhão com o ex-presidente, entretanto, é que ambos nasceram no estado de Massachusetts.

TRÊS JULGAMENTOS – A morte de John Harold foi imediata, mas o drama de Mendonça durou 11 anos, entre 1933 e 1944. Passou por três julgamentos – em todos eles absolvido - e provocou uma crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos, envolvendo nove ministros brasileiros e três embaixadores americanos. O livro “Morte na Ulen Company” (Record, 1983), de José Joffily, narra a dimensão política e social dada aos fatos.

A assinatura de contrato entre a empresa americana e o governo maranhense para realização de obras públicas e posterior administração de serviços - dentre eles, transporte, luz e água - ocorreu em 1923. Inicialmente recebida com a perspectiva de solução para problemas graves enfrentados pela população, tornou-se, em pouco tempo, motivo de reclamações.

A constante elevação das tarifas, baixos salários pagos aos empregados locais e a arrogância dos representantes da Ulen estavam entre as principais queixas da comunidade. Jornais do Maranhão e de outros estados criticavam termos do contrato, considerado abusivo.

Foi neste contexto que o bilheteiro, demitido poucos dias antes de completar dez anos de serviços e conquistar a estabilidade na empresa, matou Kennedy. A vingança pessoal ganhou ares de clamor público antiamericano, especialmente contra os administradores da Ulen.

A Coordenadoria do Arquivo e Documentos Históricos do Tribunal de Justiça preserva a carta testemunhável requerida por Russel F. Kennedy, irmão de Harold. O documento solicitado com o intuito de recorrer ao Supremo Tribunal Federal, após as três absolvições de Mendonça e à negativa da instância superior a um recurso extraordinário seu, apresenta atos registrados no período.

Preso em flagrante, Mendonça foi levado a júri popular pela primeira vez em 21 de novembro de 1933. Waldemar de Sousa Brito foi um de seus advogados de defesa.
“Uma das astúcias dele foi ter enrolado o José Mendonça na bandeira brasileira, perante o conselho de sentença, como se dissesse: vocês é que têm que exercer a soberania, que é inerente ao Tribunal do Júri. Nós temos que mostrar para os americanos que aqui também nós temos Justiça”, destaca o juiz José Eulálio Figueiredo de Almeida, escritor e pesquisador de julgamentos que fizeram história no Maranhão.

Mendonça foi absolvido por cinco votos a dois, sob o argumento de que se achava em estado de perturbação dos sentidos e de inteligência. O promotor Edson Brandão apelou da decisão, que foi anulada pela Câmara Criminal do então Superior Tribunal de Justiça do Maranhão, com o fundamento de não ter havido prévia perícia técnica.

No segundo julgamento, em 18 de abril de 1934, o júri o absolveu por unanimidade, reconhecendo que o réu cometeu o crime “para evitar mal maior”.
O terceiro julgamento só se realizaria 11 anos depois do crime, apesar do protesto do advogado, alegando não ser possível fazer retroagir uma lei nova para prejudicar o réu, já que Mendonça havia adquirido direito dentro do então revogado Código do Processo Criminal do Estado.

O ex-bilheteiro já vivia desde 1935 no Rio de Janeiro, contratado pela Companhia Atlantic de Petróleo, quando foi mais uma vez preso. Trazido para São Luís, encarou o terceiro julgamento do tribunal do júri e de novo foi absolvido, desta vez por “legítima defesa”.

Em 6 de dezembro de 1944, Russel Kennedy entrou com recurso no Supremo, usando a carta testemunhável. Mendonça morreu oito anos depois, de infarto, no local de trabalho.
FRANÇA EQUINOCIAL - Crimes e sentenças de grande repercussão entraram para a história do Maranhão pouco tempo depois que os franceses invadiram a ilha de Upaon Açu – como era chamada pelos índios tupinambás – e fundaram a cidade de São Luís, em 8 de setembro de 1612, em homenagem a Luís IX, patrono da França, e ao rei francês da época, Luís XIII, no projeto da França Equinocial.

O primeiro julgamento durante a ocupação foi do índio Japiaçu, por mandar matar e esquartejar uma ex-escrava que havia sido sua esposa, acusada de adultério com outro índio. Estavam em vigor as “Leis Fundamentais” (1612), o primeiro ordenamento jurídico do Maranhão, editadas pela Coroa Francesa.

“Eu chamaria de primeiros rudimentos de órgão judiciário no Maranhão”, compara o desembargador aposentado e pesquisador Milson Coutinho, ao se referir à junta de justiça formada por loco-tenentes franceses – Francisco de Rasilly; Daniel de La Touche, comandante da expedição, conhecido como Senhor de La Ravardière; e pelo padre superior Ives d’Evreux.

Membro da Academia Maranhense de Letras (AML), Coutinho cita o caso no livro “História do Tribunal de Justiça do Maranhão: Colônia, Império, República” (SECMA, 1982), disponível na Biblioteca do TJMA.

Num primeiro momento, juízes-caciques e franceses decidiram pela absolvição do réu. O tribunal entendeu que deveria prestigiar a missão católica na terra ocupada. Ficou decidido que o perdão só seria alcançado depois de Japiaçu pedir a intervenção do padre Ambroise d’Amiens.
O índio clamou fervorosamente ao sacerdote que obtivesse do presidente da Corte, de Rasilly, a graça da absolvição, sendo esta então concedida.

CENÁRIO DE MORTES – Já no Brasil Império, na segunda metade do século 19, a Rua São João, atual 13 de Maio, no centro de São Luís, foi cenário de duas mortes que ganhariam repercussão em todo o país.

Num intervalo de três anos e três meses, um desembargador do então Tribunal da Relação do Maranhão e a mulher que seria, mais tarde, conhecida como a Baronesa de Grajaú foram acusados de crimes terríveis: José Cândido Pontes Visgueiro, de 62 anos, pelo assassinato e mutilação da amante adolescente; Anna Rosa Vianna Ribeiro, 40, pela morte, por maus tratos, de uma criança escrava de cerca de oito anos.

O magistrado foi condenado à prisão perpétua; a dama da sociedade, absolvida. Para vários juristas, jornalistas e escritores, dois julgamentos com resultados equivocados.
CASO PONTES VISGUEIRO – O criminalista Evaristo de Moraes, autor de diversas obras na história do Direito Penal, deixa claro o seu entendimento logo no título do livro que escreveu sobre o crime do desembargador. Em “O Caso Pontes Visgueiro – Um erro judiciário” (Ariel Editora, 1934), ele sugere que o réu não deveria ser preso, mas submetido a tratamento em hospital psiquiátrico.

Convencido do erro, o autor narra a trajetória de Visgueiro desde a sua cidade-natal, Maceió, até chegar a São Luís: não falou nem ouviu até os 5 anos; voltou a ficar surdo aos 15; passou a ouvir mal na idade adulta, até a surdez definitiva, aos 40. Antes disso formou-se em Direito, foi deputado provincial e geral, juiz. Neste último cargo passou nove anos no Piauí.

Quando foi nomeado desembargador no Maranhão, já estava totalmente surdo. Por sugestão do então ministro da Justiça, Saião Lobato, foi nomeado fiscal do Tribunal do Comércio da província, cargo no qual não teria a dificuldade que enfrentava para acompanhar os debates no Tribunal da Relação.
Em junho de 1872, o solitário Pontes Visgueiro começou a relação com Maria da Conceição – já apelidada de Mariquinhas Devassa - que conhecera criança, pedindo esmolas.

Autores de textos sobre o tema, inclusive Evaristo de Moraes, costumam narrar que ela teria em torno de 15 anos, embora seu livro cite a sustentação de Franklin Dória, advogado do desembargador, segundo quem, para os peritos que a examinaram, “era uma rapariga de 18 a 25 anos de idade”.
“Não havia registro civil na época. Os cartórios só chegaram com a República”, explica o desembargador Milson Coutinho, para justificar a inexatidão quanto à idade da adolescente.
O juiz José Eulálio ressalta que, na época, não existia nem a palavra, nem o crime de pedofilia. “Se existisse, nós poderíamos dizer que o Pontes Visgueiro era um pedófilo”, sentencia.
Tanto a pesquisa do magistrado quanto o livro de Moraes relatam a paixão desvairada e os surtos de ciúmes de Pontes Visgueiro por Mariquinhas. Contam que ele a procurava em casas de prostitutas e outros locais, onde a jovem manteria encontros com diversos amantes.
Até que um dia, segundo José Eulálio, ele a flagrou com um cadete - o estudante Joaquim Pinheiro da Costa, de acordo com Evaristo de Moraes. Seria este fato o estopim para o planejamento da morte de Mariquinhas.
Em companhia de Guilhermino Borges, trazido do Piauí em uma viagem feita para tentar esquecer a amante, Pontes Visgueiro preparou o terreno para o homicídio. Encomendou dois caixões, um de cedro e outro zinco, e tentou atraí-la a sua casa, sob o pretexto de entregar-lhe um presente.
O convite só foi aceito no dia 14 de agosto de 1873, em companhia de Teresa Lacerda. A amiga foi convencida a retornar só depois do jantar. Supondo-se sozinha com o desembargador, Mariquinhas foi surpreendida por Guilhermino, que a dominou, enquanto Pontes Visgueiro a matou a punhaladas.
O corpo não coube no primeiro caixão. Visgueiro teria decepado as pernas e cortado o pescoço da vítima. A cabeça teria ficado presa ao tronco apenas pela coluna vertebral. Os caixões, um dentro do outro - o de zinco soldado - foram enterrados no quintal.
“Eu tenho fragmentos dos autos e lá diz que foi dentro de um caixão de madeira, revestido por um caixão de zinco. Eu tenho, inclusive, cópias dos depoimentos que falam isso”, assegura José Eulálio.
A persistência da mãe de Mariquinhas resultou na descoberta do corpo e na prisão de Pontes Visgueiro, por ordem do Supremo Tribunal de Justiça, nome à época do atual STF, então no Rio de Janeiro, único competente para julgar um desembargador.
A população maranhense ficou indignada com o crime bárbaro e muitos atacaram e apedrejaram a casa do desembargador, que conseguiu ser mantido com vida e mandado para o julgamento no Rio de Janeiro.
O livro de Evaristo de Moraes conta que, perguntado se sabia por que estava preso, confessou: “porque matei Maria da Conceição”; e completou, sobre o motivo: “porque a amava muito”. O termo de interrogatório foi feito com perguntas e respostas a lápis, em razão da surdez de Pontes Visgueiro.
A defesa de Franklin Dória, futuro Barão de Loreto, foi considerada brilhante.

 Recorreu à tese de transtorno mental do réu, sob a influência de uma paixão violenta. Tanto para o advogado, à época, quanto para o escritor, posteriormente, a calma manifestada logo após a prática de crimes horrendos não era sinal de normalidade, mas sim de anormalidade psíquica dos autores.

O Supremo não aceitou os argumentos e condenou Pontes Visgueiro à pena de galés, que, pelo Código Criminal do Império, consistia em sujeitar “os réos a andarem com calceta (argola de ferro) no pé, e corrente de ferro, juntos ou separados, e a empregarem-se nos trabalhos públicos da província, onde tiver sido commettido o delicto, à disposição do Governo”.

Pelo fato de Visgueiro ser maior de 60 anos, a lei permitia, como a outros réus de mesma idade, que a pena fosse substituída por prisão perpétua.
“O maranhense Viveiros de Castro, desembargador do Tribunal do Rio de Janeiro, à época escreveu um artigo dizendo que o Supremo errou, porque Visgueiro não deveria ter sido julgado como criminoso, mas uma pessoa com transtorno mental”, disse José Eulálio.

O conselheiro Duarte de Azevedo, então ministro da Justiça, foi visitar a penitenciária do Rio. O condenado pediu para falar com ele, para saber sobre seu pedido de aposentadoria; e acrescentou: “sim, porque eu sou desembargador”. O ministro limitou-se a escrever: “Foi.”

Evaristo de Moraes diz que Pontes Visgueiro morreu na Casa de Correção, em 24 de março de 1875. No final do livro, entretanto, o autor dedica um trecho a boatos de que ele teria escapado para Portugal.

Segundo o escritor, o desembargador Lucatelli Dória, do Superior Tribunal da Bahia, contou-lhe ter conhecido um vigário de Santa Rita, Piauí, muito amigo de Visgueiro. O padre disse ter recebido uma carta em branco de procedência estrangeira. Submetida a processo químico, ela teria revelado uma escrita do condenado, informando-o da fuga e da nova vida.

O CRIME DA BARONESA - A história do julgamento de Anna Rosa Vianna Ribeiro é contada no livro “O Crime da Baronesa” (Lithograf, 2004), de José Eulálio Figueiredo.
Tudo começou com a morte de Inocêncio, um escravo de apenas 8 anos de idade, em 13 de novembro de 1876, que vivia sob a guarda e custódia da senhora. O atestado de óbito assinado pelo médico Antonio dos Santos Jacintho, amigo de Anna Rosa, informava que o menino havia morrido de hipoemia intertropical, anemia provocada por vermes.

Na época, conta o autor, era comum o cortejo fúnebre em caixão aberto, no caso de crianças, empresários, padres e pessoas ilustres. Mas o sepultamento foi feito às pressas, no início da manhã, com o caixão completamente fechado, e, inicialmente, não houve investigação da polícia.
Além do mais, acrescenta, um irmão da vítima, Jacinto, também menor, morrera um mês antes em circunstâncias parecidas.

“O escravo era tratado como coisa, objeto, mercadoria, propriedade do seu senhor”, diz o juiz.
Apesar da indiferença penal da legislação imperial em relação a crimes contra escravos, as duas mortes, num intervalo de tempo curto, despertaram o interesse dos integrantes do Partido Conservador, inimigos do marido de Anna Rosa, o chefe do Partido Liberal na província do Maranhão, Carlos Fernando Ribeiro - que seria depois nomeado Barão de Grajaú pelo imperador Dom Pedro II, em 1884.

Os conservadores, liderados pelo Barão de São Bento, Francisco Mariano de Viveiros Sobrinho, provocaram a autoridade policial e o crime ganhou contornos políticos.
A primeira perícia no cadáver concluiu, por observação de contusões, feridas e manchas, que a vítima sofrera castigos e maus tratos. O médico Jacintho contestou o laudo e nova perícia foi realizada. A dissecação das vísceras constatou presença de terra e vermes.

A causa das lesões, no entanto, deu margem à instauração de inquérito policial e tornou-se o centro de uma acirrada disputa em processo entre o promotor público Celso da Cunha Magalhães e o advogado da acusada, Francisco de Paula Belfort Duarte.

“As peças são primores, ambos escreviam bem e tinham seus pontos de vista”, elogia José Eulálio.
O juiz José Manoel de Freitas não aceitou a denúncia, por falta de indícios de autoria e provas. Celso Magalhães recorreu ao Tribunal da Relação, que decretou a prisão da acusada. No mandado de prisão da polícia constava a expressão: “prenda, iminente, a delinquente dita Anna Rosa Vianna Ribeiro”, destaca o autor do livro.

José Eulálio narra que, levada a julgamento em 22 de fevereiro de 1877, foi absolvida, porque todas as damas da sociedade compareceram usando trajes e acessórios pretos, próprios do luto, em protesto a aquele júri.

Por outro lado, os adversários do marido dela não compareceram: ficaram num prédio ao lado, onde eram informados do andamento do julgamento por Celso Magalhães, nos intervalos.
O autor relata que os escritores Graça Aranha e Josué Montello deixam dúvidas quanto à isenta atuação do promotor.

“Qual a conclusão que eu tive? Que Celso Magalhães estava a serviço da política; que a acusação dela foi política, não jurídica. Os acusadores dela foram inábeis em demonstrar a culpabilidade por meio de elementos de provas”, comenta o juiz, para quem o delegado teria que ter feito uma busca domiciliar, à procura de tais elementos.

No curto período em que foi presidente da província, o Barão de Grajaú exonerou Celso de Magalhães da função de promotor de justiça.
José Eulálio lembra que o poeta, escritor e membro da AML, José Chagas, num artigo que consta em seu livro, disse que, após exame feito por seu texto, não se podia dizer se era o crime da baronesa ou a baronesa do crime, por ser considerada uma senhora conhecida pela índole perversa.

“Embora tenha se livrado da condenação pelo tribunal do júri, a acusada Anna Rosa Vianna Ribeiro nunca se livrará da voz pública, do conceito social atribuído a autores de crimes que ceifam a vida humana de maneira aviltante e desprezível”, encerra José Eulálio.

Assessoria de Comunicação do TJMA

(98) 3198.4370

Prefeitura intensifica ações de combate à dengue





 .                         Secretário  Municipal de Saúde

Com a proximidade do período de chuvas na capital, que ocorre normalmente entre os meses do final e início do ano, a Prefeitura de São Luís está reforçando as ações de combate à dengue. Serão desenvolvidas ações pontuais para evitar a transmissão da doença nos bairros do Centro, Bequimão, Tirirical e São Francisco. Eles foram identificados pela Secretaria de Saúde (Semus) como as localidades com maior presença do vetor responsável pela doença.
A Semus utilizou como base do mapeamento o modelo de Levantamento Rápido de Infestações do Aedes Aegypti (LIRA), produzido pelo Ministério da Saúde, que mede a taxa de infestação pelas larvas do mosquito em cada região. A Vigilância Sanitária verificou, por amostragem, 34 regiões da cidade, o que corresponde entre 8 mil a 12 mil residências.
O Centro é o local onde os índices são mais altos, ficando bem acima da média municipal. Segundo o coordenador do Programa Municipal de Combate à Dengue, Pedro Tavares, dois fatores contribuem para os números obtidos: a falta de água constante que obriga os moradores a fazerem a reserva da mesma (muitas vezes de forma inadequada) e a existência de um cemitério na região.
De acordo com Pedro Tavares, atualmente 337 agentes de endemias desenvolvem rotinas diárias de identificação e eliminação dos criadouros do mosquito. Além disso, mais 32 profissionais realizam a nebulização espacial (fumacê) e 12 equipes trabalham em pontos especiais como cemitérios, ferros-velhos, entre outros locais. Contabilizando os profissionais de coordenação e da área administrativa, cerca de 500 servidores trabalham diretamente na guerra contra a doença.
                                   Dr. Pedro Tavares/Coordenador do Progra. de Combate a Dengue
                                                                                                        
Essa semana a equipe da Vigilância Epidemiológica e Sanitária da Semus esteve reunida com técnicos do Ministério da Saúde para avaliar o Plano Municipal Contra a Dengue e avaliar as rotinas de trabalho empregadas.  Com isso, a Secretaria de Saúde aderiu ao Plano Nacional de Contingenciamento da Dengue que trará, além de outros benefícios, a possibilidade de informatização das equipes, capacitação e o aporte de novos recursos.
Do recurso federal destinado às ações de vigilância, 20% devem ser destinados especificamente para o enfretamento da dengue. Além desse expediente, mais de dois milhões de reais já estão garantidos para o combate à doença, e a disponibilização de palmtops (microcomputadores de mão) para as equipes de endemias também foi garantida. Os equipamentos aumentarão a velocidade no repasse de informações que são coletadas hoje através de boletins manuscritos.
Com a nova ferramenta, as informações, assim que lançadas, poderão ser visualizadas de imediato no sistema, o que possibilitará a tomada de decisões com mais celeridade. “Nós teremos condições, por exemplo, de saber se uma localidade específica precisará de um reforço na ação de combate e poderemos determinar de imediato qual a medida necessária para o problema”, ressaltou Pedro Tavares.
A capacitação dos Agentes de Saúde, segundo Tavares, também será uma importante estratégia no combate à doença. “São eles que vão de casa em casa e precisam ampliar ainda mais esta relação com a sociedade. Vamos investir em capacitação para melhorar a comunicação existente hoje e transformá-los em multiplicadores dessa conscientização tão necessária”, afirmou.
De acordo com o secretário municipal de Saúde, Cesar Felix, a partir de agora, com a identificação das regiões prioritárias serão reforçadas as ações de tratamento dos focos de forma mais efetiva. “Nós conseguimos bons resultados no combate à dengue este ano e iremos reforçar as ações de campo para que este controle seja cada vez mais eficaz”, destacou.
COMBATE A CRIADOUROS
Mesmo com a redução em 16% dos casos da doença em relação ao ano passado, São Luís foi considerada pelo último LIRA como uma das 11 capitais brasileiras que estão em estado de alerta no combate à dengue. O levantamento considera para esse condição os municípios que apresentam índices médios acima de 0,9% de infestação. São Luís tem hoje 1,1%.
De acordo com a superintendente de Vigilância Epidemiológica e Sanitária da Semus, Terezinha Lobo, a cidade apresenta um perfil curioso com o aumento de número de criadouros, mas com a diminuição no registro de casos. “Nós estamos tomando as medidas necessárias para que não aconteça a transmissão pelo mosquito nessas áreas mais propícias, onde foram detectados índices bem acima dos aceitos pelo Ministério da Saúde”, frisou.
Para o coordenador do Comitê Metropolitano de Combate à Dengue, Marcos Pacheco, a postura do município frente à dengue é sempre de alerta, mas é importante observar que o problema está dentro das nossas residências e as ações da Vigilância Sanitária precisam da colaboração de todos.
“É um problema que nasce dentro de nossas casas e para acabar com ele, além das ações desenvolvidas pelo poder público, é importante que cada um de nós esteja consciente do que devemos fazer para acabar com o mosquito e, consequentemente, evitar a transmissão da doença”, alertou.
Durante a última semana, com a programação da Semana Municipal de Combate à Dengue, grande parte das unidades de saúde da rede municipal desenvolveu ações voltadas para o controle e prevenção da doença. Com palestras, apresentações teatrais, workshops, caminhadas, panfletagem, vistorias nas residências e várias outras atividades, a Semus conseguiu mobilizar e conscientizar a população sobre os riscos da doença.
Na próxima sexta-feira (21), a Secretaria de Saúde realizará oficialmente o encerramento da Semana Municipal de Combate à Dengue e divulgará um balanço final das ações realizadas no período.
COMO COMBATER A DENGUE
A melhor forma de se evitar a dengue é combater os focos de acúmulo de água, locais propícios para a criação do mosquito transmissor da doença. Para isso, é importante não acumular água em latas, embalagens, copos plásticos, tampinhas de refrigerantes, pneus velhos, vasinhos de plantas, jarros de flores, garrafas, caixas d´água, tambores, latões, cisternas, sacos plásticos e lixeiras, entre outros.
                       
          
Fonte/Secom
Prefeitura Municipal de São Luís

Secretário Luis Fernando inaugura pavimentação da MA-317, em Cajari



Foto 5 Luis Fernando em Cajari  foto Antônio Martins

A obra de pavimentação da rodovia MA-317, que liga o município de Cajari (a cerca de 200 quilômetros de São Luís) ao entroncamento da MA-014, foi entregue à população pelo secretário de Infraestrutura, Luis Fernando Silva, acompanhado do prefeito da cidade, Joel Dourado, neste sábado (23). O serviço contemplou 14,5 quilômetros e teve investimentos da ordem de R$ 5.672.746,47.

“A estrada resgata a autoestima dos moradores e de quem passa por aqui e promove a valorização das cidades de Viana e Cajari. A estrada é desenvolvimento, é mais acesso a saúde, melhor transporte escolar, melhor segurança no trânsito, maior segurança pública também, é escoamento da produção, é a diminuição do tempo de deslocamento, enfim, é um fator dos mais importantes de desenvolvimento econômico e social”, contou Luis Fernando Silva.

Ele ressaltou que este ano, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Infraestrutura (Sinfra), está pavimentando mais de 1.100 quilômetros, ligando por asfalto todas as sedes municipais. Na ocasião, Luis Fernando anunciou também que serão pavimentados mais quatro quilômetros de ruas e avenidas na cidade.

O prefeito Joel Dourado Franco afirmou que a obra é um sonho antigo da população e vai contribuir para o desenvolvimento da região. “Recebemos esse grande presente, que é o sonho do povo cajariense, uma estrada de qualidade para permitir o acesso a sede do município. Só tenho a agradecer essa parceria entre o Governo do Estado e a prefeitura, fundamental para melhorar a vida da população”.

Já o prefeito de Viana, Chico Gomes, lembrou que a MA-317 beneficia toda a Região da Baixada Maranhense. “A governadora Roseana está olhando para a nossa Baixada, pelo povo do Maranhão, fazendo um governo de mudanças e transformações, trazendo obras importantes como a construção de estradas, escolas e hospitais”, finalizou.

Também participaram da inauguração o secretário de Segurança Pública, Aluísio Mendes; o adjunto da SSP, Laércio Costa; e a adjunta da Cultura, Marlilde Mendonça; o deputado estadual Jota Pinto; prefeitos da Baixada Maranhense, lideranças políticas e comunitárias.

População agradece

O pedreiro Júnior Ferreira e da dona de casa Maria Anunciação Lima, moradores do povoado Santa Teresa, no município de Cajari, destacaram os benefícios trazidos pela obra. “Essa estrada melhorou muito a vida da gente, pois agora a poeira não invade mais as nossas casas, e quando chovia muito era a lama que atrapalhava a vida de todos nós”, afirmou dona Maria Anunciação Lima.

 “Antes, a gente demorava de meia hora a 40 minutos para chegar até Cajari, e hoje o percurso dura, no máximo, 10 minutos. Isso trouxe um ganho para os trabalhadores e para os estudantes da região, além de maior segurança neste percurso”, completou Júnior Ferreira.

Já para o lavrador Melquides Santos, morador do Povoado Ponta do Recanto, a rodovia representa novas oportunidades. “Eu estou muito contente e emocionado de ver essa estrada prontinha, pois antes era sofrido viajar por essa estrada, tinha muita poeira. Hoje, tudo mudou e para melhor”.

“O asfalto era um desejo antigo não só para a população de Cajari, mas de toda a região. E com essa estrada a gente percebe que o município vai crescer e com isso, vem a geração de empregos e a melhoria da economia no lugar”, ressaltou o empresário Manoel Cutrim.

Fonte/Agência de Notícias
Governo do Estado do Maranhão

STJ condena Igreja Católica a pagar indenização por pedofilia




A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, por unanimidade, manter decisão que condenou a Diocese de Umuarama, no Paraná, e um padre do local a pagarem indenização de R$ 100 mil a um garoto que sofreu abuso sexual quando dia 14 anos, em 2002.

A decisão foi tomada em julgamento realizado na terça-feira passada (19) na análise de um recurso da Diocese, que questionou condenação no Tribunal de Justiça do Paraná. O TJ havia reconhecido "ato ilícito" do padre com "responsabilidade civil" da Igreja. Cada um foi condenado a pagar R$ 50 mil "de forma solidária".

No processo, a Diocese de Umuarama argumentou que não houve responsabilidade solidária, uma vez que os atos foram "exclusivamente" praticados pelo padre que "desenvolvia trabalho voluntário e vocacional de ordem religiosa". O TJ, porém, entendeu que o fato de ele cumprir funções e horários foram "suficiente para configurar a relação de preposição".


A relatora do caso no STJ, ministra Nancy Andrighi, cita que os mesmos fatos são alvos de uma ação penal no Paraná. Para ela, ficou "evidenciado" a subordinação do padre à Igreja. "De sorte que o primeiro recebia ordens, diretrizes e toda uma gama de funções do segundo, e, portanto, estava sob seu poder de direção e vigilância, mesmo que a ele submetido por mero ato gracioso (voto religioso)."

Para Nancy, que foi acompanhada por outros três ministros da Terceira Turma, o padre "é para os fiéis a própria personificação da Igreja Católica, no qual, em razão do desempenho de tão importante papel, depositam justas expectativas de retidão moral e santidade".
Ao G1, o advogado Hugo Sarubbi Cysneiros, que defende a diocese, informou que vai recorrer da decisão junto ao Supremo Tribunal Federal.

Ele afirmou ainda que “o voto, infelizmente, demonstra total ignorância e, solenemente, ignora como a Igreja funciona”. “No momento em que você transfere para a instituição a responsabilidade de uma pessoa física, você aplica uma tese que é completamente descabida nesse caso específico”, completou.

No julgamento, a ministra destacou que havia provas de que houve abuso a diversos menores. "À vista de tal cenário, mostra-se ainda mais reprovável o comportamento do réu, que, sob o manto do sacerdócio e aproveitando-se dele, abusando, pois, da lídima crença que lhe era devotada em razão de sua qualidade de padre, convencia as vítimas menores a pernoitarem na casa paroquial de São Tomé em sua companhia, obrigando-as a dormirem em seu quarto, algumas vezes até na sua cama, para fins de constrangê-las, mediante violência presumida, a praticar e permitir que com ele se praticasse atos libidinosos diversos da conjunção carnal."

Nancy disse que o acordo entre o governo brasileiro e a Santa Sé sobre o Estatuto Jurídico da Igreja Católica no Brasil não deve ser considerado no caso porque serve para mostrar que não há vínculo empregatício entre as partes.

"A regra nele inserida não tem qualquer pertinência ao deslinde da questão, na medida em que apenas afirma o vínculo de caráter religioso existente entre os ministros ordenados e as Dioceses, com o nítido propósito de evitar, salvo situação excepcional, a caracterização de vínculo empregatício."


Fonte/Mariana Oliveira/G1, em Brasília

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Escola de Gestão Penitenciária do Maranhão, realiza curso de Rotinas Internas Penitenciárias


                                         Secretário da Sejap Sebastião Uchôa

Teve início essa semana na Escola de Gestão Penitenciária do Maranhão, o curso de Rotina Interna Penitenciária, que tem como instrutor Valdênio Cardoso. A aula inaugural teve a participação especial do Secretário Sebastião Uchôa que em entrevista ao repórter Stenio Johnny falou da importância desse curso para os vigilantes das terceirizadas que prestam serviços a Sejap. 

Dr. Uchôa falou que o objetivo desse curso é capacitar o pessoal da vigilância armada assim como monitores da ressocialização para que melhor prestar serviço nas unidades prisionais.
Logo após a esse curso, haverá palestra com o grupo especial de operações penitenciárias(Geop), e o pessoal da força nacional.

Segundo o Secretário esse curso que está sendo realizado pela escola de gestão penitenciária do estado do Maranhão aumentará o poder de fogo interno e externo e evitará os incidentes prisionais e ao mesmo tempo irá valorizar o trabalho desses profissionais de segurança nos presídios.

Informou que as turmas estão dividida em oitenta homens pela manhã, e oitenta homens pela tarde,falou também que inicialmente serão capacitados os vigilante da atlântica, e na outra semana serão capacitados os monitores da VTI.

                                    Valdênio Cardoso Instrutor

Em seguida conversamos com o instrutor Valdênio Cardoso que falou a este blog que o objetivo do curso é proporcionar uma noção básica de rotina penitenciária, para que os mesmos possam entender o verdadeiro significado da missão de cada um deles nas unidades prisionais da capital e do interior, garantindo a integridade física dos detentos dos servidores e do patrimônio público, mantendo a ordem disciplina e segurança nos presídios do Maranhão.


Vigilantes da Atlântica e o Sec. Dr. Uchõa