quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Aborto divide opiniões em debate na Comissão de Direitos Humanos




Mais uma audiência sobre a possibilidade de legalização do aborto até a 12ª semana de gravidez colocou em lados opostos integrantes da plateia e a mesa de debatedores na Comissão de Direitos Humanos (CDH), nesta quinta-feira (6).
Os que são contrários denunciam uma suposta manipulação de entidades estrangeiras para induzir na sociedade a necessidade de redução populacional; declaram que o número de mulheres mortas em decorrência de abortos inseguros estariam sendo inflados para mostrar um problema de saúde pública inexistente; e apontam futuros prejuízos previdenciários caso o aborto seja legalizado no país.
 Os defensores citam o direito das mulheres de decidirem sobre o próprio corpo e de se posicionarem politicamente; de ver regularizada uma prática corriqueira que segue clandestina há anos; e de serem acolhidas democraticamente pelo sistema de saúde e pelo Estado laico.
A audiência foi requerida pelos senadores Paulo Paim (PT-RS), presidente da comissão, e Magno Malta (PP-ES), relator da SUG 15/2014, sugestão apresentada pela população com mais de 20 mil assinaturas e que deseja permitir a interrupção voluntária da gravidez ainda no primeiro trimestre, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). O debate foi presidido pelo senador João Capiberibe (PSB-AP) e terá continuação com outros atores sociais nos próximos dias.
Houve torcida e claque pró e contra, com faixas e palavras de ordem e exaltação de ânimos. Os deputados Marco Feliciano (PSC-SP), que considerou constrangedor alguém defender o aborto, e Jean Wyllys (PSOL-RJ), que acusou a sociedade masculina de tutelar e legislar sobre o corpo das mulheres, também estiveram presentes.

Manipulação

O padre Paulo Ricardo denunciou instituições, como a Fundação Ford, que estariam, supostamente, manipulando estudiosos brasileiros como forma de impor ao Brasil uma diminuição do ritmo de crescimento populacional. Segundo o padre, documentos da própria Ford dizem, com clareza, que a preocupação com o crescimento populacional fez a entidade investir na liberação do aborto no Hemisfério Norte nas décadas de 1950 e 1960.
Mas agora, de acordo com o religioso, essas instituições concluíram que não se deve investir na questão médica e, sim, na sociológica, para mudar o comportamento dos cidadãos, de forma a empreender uma verdadeira “engenharia social”. Para Paulo Ricardo, os brasileiros estão sendo manipulados por um pequeno grupo globalista. Por isso, acredita o padre, a Ford e a MacArthur financiam estudos de antropologia e sociologia no Brasil.
— Basta ler os relatórios das fundações internacionais, não estou citando catecismo, Bíblia, estou citando documentos públicos e notórios, e não me venham com esse nhem-nhem-nhem de Estado laico porque isso é maracutaia — disse.
Para Viviane Petinelli, do Instituto de Políticas Governamentais do Brasil, o aborto e sua legalização não trarão impactos positivos para a sociedade em nenhum aspecto, pois levarão a mais gastos do sistema de saúde, se a prática for financiada pelo SUS. Além disso, as mulheres que hoje abortam, as jovens, serão as maiores prejudicadas, já que haverá redução da taxa de natalidade e consequente diminuição da força de trabalho ativa que sustentará a Previdência Social no futuro, quando chegar a hora de elas usufruírem os benefícios.
— O que deve ser trabalhado é a gravidez indesejada, a causa, e não o aborto, a consequência — frisou várias vezes.
Também citando números, a vereadora e ex-senadora Heloísa Helena (PSOL-AL) apresentam dados do DataSUS para dizer que os números de mortes decorrentes de abortos estão sendo inflados por “malabarismos técnicos com estatísticas”.
Segundo afirmou, os últimos dados compilados pelo Ministério da Saúde indicam que, em um ano, morreram de causas definidas 470.835 mil mulheres no país. Destas, 1.610, menos de 0,3%, morreram em decorrência de problemas relacionados à gestação, parto, puerpério e complicações ligadas à gravidez. Quanto a mortes de grávidas que abortaram, foram elencados 135 casos, 0,03% dos óbitos femininos no Brasil. As mortes por causas cardiovasculares e homicídios são bem mais elevadas, frisou Heloísa Helena.
Já o cineasta David Kyle — diretor do filme “Blood Money”, que teve um trecho exibido na audiência — afirmou não existir aborto seguro, que os abortos geram consequências terríveis para as mulheres, como depressão e suicídio, e que o Estado e a sociedade devem proteger quem não pode se defender, os nascituros. Ele disse ainda que a indústria de aborto nos Estados Unidos movimenta cifras milionárias, tanto com a prática do aborto quanto com a venda de órgãos humanos.

Pesquisa

Débora Diniz, professora da Faculdade de Direito da Universidade de Brasília e pesquisadora do Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero da instituição, mencionou dados de pesquisa nacional sobre aborto coordenada por ela. Segundo afirmou, uma em cada cinco mulheres brasileiras realizou pelo menos um aborto até os 40 anos.
— Não sabemos quantas mulheres abortam no país, mas entre 18 e 39 anos, 7,4 milhões já abortaram em algum momento da vida — disse.
Conforme Débora Diniz, pela legislação penal brasileira, todas essas mulheres poderiam estar no sistema penitenciário, já que o aborto de fetos que não sejam anencéfalos, não tragam risco à vida da mãe e nem sejam fruto de estupro é considerado crime. São todas mulheres comuns, adolescentes ou prostitutas, ou que têm filhos, religião, companheiro. A lei precisa de alterações, defendeu, pois hoje a prática está envolta na clandestinidade, que faz a situação se tornar caótica. A pesquisa também revelou que 50% das mulheres que tomam remédios e garrafadas para induzir o aborto em casa o finalizam no sistema público de saúde.
— Falar de aborto é falar da necessidade de mulheres comuns. Não de grupos de risco — afirmou.
Sonia Corrêa, representante da Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids, apontou a ineficiência do recurso do poder punitivo para impedir as práticas abortivas. Por isso, disse, tem se mostrado “inútil, ineficiente e ineficaz” tanto para conter a violência quanto para impedir os abortos. Ela defendeu o debate com respeito aos princípios da laicidade e da distinção entre a esfera religiosa e a política acerca do tema, sempre observando as regras democráticas.
Tatiana Lionço, psicóloga e integrante do Movimento Estratégico pelo Estado Laico, defendeu o direito ao ativismo político das mulheres e das minorias, que, disse, não podem ser vítimas de desqualificação moral e criminalização por defender a legalização do aborto. Para ela, a sugestão, caso se converta em projeto de lei e seja aprovada, não vai cercear o direito de quem deseja nunca abortar, e precisa, sim, ser discutida ainda que seja pauta de uma minoria. Ela também apontou a forma “imoral, abusiva e nociva” com que alguns deputados conservadores têm tratado as ativistas feministas, insinuando até mesmo que elas cometem crime de “apologia ao aborto”.
— Queremos um marco legal justo, que considere a pluralidade de toda a sociedade — disse.
Márcia Tiburi, professora da Universidade Presbiteriana Mackenzie, apontou a existência de um “círculo cínico da estrutura social machista” envolvendo a questão do aborto, com a utilização de falácias como o apelo ao amor de mãe, ao valor da vida e à religião. Para ela, existe um acordo de fingimento, em que uns fingem não abortar enquanto outros falam contra o aborto. Mulheres de todas as idades e credos fazem aborto, mas não revelam, destacou. As instituições conservadoras obtêm o lucro moral de se posicionar contra a prática, e o “cinismo machista” continua sustentando a alienação das mulheres sobre o próprio corpo, afirmou.
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Câmara aprova regulamentação da profissão de protesista/ortesista


Felipe Maia


A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (4), o Projeto de Lei 5635/05, do deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), que regulamenta a profissão de protesista/ortesista ortopédico.
Por tramitar em caráter conclusivo, a matéria seguirá para o Senado, a menos que haja recurso para que seja votada também pelo Plenário da Câmara dos Deputados.
Conforme a proposta aprovada, o protesista/ortesista ortopédico é o profissional que toma medidas e confecciona órteses e próteses e ainda palmilhas e calçados ortopédicos, sempre de acordo com prescrição de médico, fisioterapeuta ou terapeuta ocupacional.
O protesista ou ortesista poderá ainda instruir pacientes e cuidadores quanto aos cuidados de higiene, manutenção e uso correto de equipamentos e acompanhar e manter registro de todos os dados sobre o aparelho.
O relator do projeto, deputado Felipe Maia (DEM-RN), recomendou a aprovação da matéria com alterações feitas anteriormente pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Trabalho, de Administração e Serviço Público.
Formação
Na Comissão de Seguridade, por exemplo, a proposta foi aprovada na forma de um substitutivo que permite que o profissional seja técnico de nível médio. O projeto original exigia cursos específicos de formação.

Podem ainda exercer a profissão aqueles com mais de cinco anos de atividade, desde que demonstrada a participação em cursos de formação ou atualização na área no mesmo período.
A formação profissional deve incluir conhecimentos de anatomia, fisiologia, patologia, biomecânica, psicologia, além de conhecimentos sobre os materiais e equipamentos usados na confecção das próteses e órteses.

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Regina Céli Assumpção

Reconhecida a competência de guardas municipais para aplicar multas de trânsito



Por seis votos a cinco, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), em sessão nesta quinta-feira (6), decidiu que as guardas municipais têm competência para fiscalizar o trânsito, lavrar auto de infração de trânsito e impor multas. Seguindo divergência aberta pelo ministro Luís Roberto Barroso, o Tribunal entendeu que o poder de polícia de trânsito pode ser exercido pelo município, por delegação, pois o Código Brasileiro de Trânsito (CTB) estabeleceu que esta competência é comum aos órgãos federados. O recurso tem repercussão geral e a decisão servirá de base para a resolução de pelo menos 24 processos sobrestados em outras instâncias.
No caso concreto, foi negado provimento ao Recurso Extraordinário (RE) 658570, interposto pelo Ministério Público de Minas Gerais contra acórdão do Tribunal de Justiça estadual (TJ-MG), e reconhecida a constitucionalidade de normas do Município de Belo Horizonte – Lei municipal 9.319/2007, que instituiu o Estatuto da Guarda Municipal, e o Decreto 12.615/2007, que o regulamenta – que conferem à guarda municipal competência para fiscalizar o trânsito.
O julgamento começou em maio, mas empate em quatro votos para cada corrente, a votação foi suspensa para aguardar os votos dos ministros ausentes. A discussão foi retomada esta tarde com os votos do ministro Edson Fachin e Gilmar Mendes, que acompanharam a divergência, e da ministra Cármen Lúcia, acompanhando o relator.
Na sessão anterior, os ministros Marco Aurélio (relator), Teori Zavascki, Rosa Weber e Ricardo Lewandowski votaram pelo provimento parcial do recurso, no sentido de limitar a competência da guarda municipal. O ministro Luís Roberto Barroso abriu a divergência e foi seguido pelos ministros Luiz Fux, Dias Toffoli e Celso de Mello, fixando o entendimento de que a decisão do TJ-MG deve ser mantida, votando, portanto, pelo desprovimento do RE.
PR/CR

Governo realiza evento para discutir o combate à improbidade administrativa



Rodrigo Maia explicou o novo papel que a PGE passa a exercer inserido na política de Estado contínua e permanente no combate à corrupção. Foto Karlos Geromy
Rodrigo Maia explicou o novo papel que a PGE passa a exercer inserido na política de Estado contínua e permanente no combate à corrupção. Foto Karlos Geromy
O Governo do Maranhão, por meio da Procuradoria Geral do Estado (PGE), realizou nesta quinta-feira (6), no auditório do Tribunal de Contas do Estado (TCE), o I Simpósio de “Combate à Corrupção e Responsabilização dos Agentes Públicos”. O evento que reuniu diversos órgãos governamentais e entidades jurídicas contou com a participação do governador Flávio Dino.
O evento, além de marcar a inserção definitiva da PGE no papel de fomentador de ações e debate contra a corrupção serviu, também, para estabelecer uma rede plural de contatos e diálogo entre instituições afins que encampam no Estado a luta contra a improbidade administrativa.
Governador Flávio Dino em participação no I Simpósio de Combate à Corrupção e Responsabilização dos Agentes Públicos. Foto: Karlos Geromy
Governador Flávio Dino em participação no I Simpósio de Combate à Corrupção e Responsabilização dos Agentes Públicos. Foto: Karlos Geromy
O governador Flávio Dino destacou a importância do Simpósio, explicando que o combate à improbidade e à corrupção é uma marca da atual gestão. “Temos a preocupação de que todos os órgãos do Estado estejam capacitados e aptos para dar conta dessa tarefa de garantir a boa aplicação dos recursos públicos. Isso envolve desde a criação da Secretaria de Transparência e Controle, da Superintendência de Combate à Corrupção na Polícia Civil e uma atuação mais clara, transparente e competente da PGE buscando, sobretudo, a recuperação do dinheiro público desviado”.
Já o procurador-geral do Estado, Rodrigo Maia, explicou o novo papel que a PGE passa a exercer inserido na política de Estado contínua e permanente no combate à corrupção. “A PGE enquanto órgão público busca dentro das suas atribuições a responsabilização de gestores eventualmente envolvidos em atos de improbidade. Isso fortalece os mecanismos de combate à corrupção no Estado do Maranhão”.
Na abertura do Simpósio, o subprocurador-geral da República, Nicolao Dino de Castro e Costa Neto que ministrou a palestra “Proposta para o Combate à Corrupção em Face da Lei n° 12.846/13” recebeu das mãos do procurador-geral do Estado a Comenda 28 de Julho. O magistrado fez questão de chamar a atenção para o papel da sociedade no combate às práticas de corrupção e a necessidade da união de forças das várias esferas públicas e privadas.
“Combater a corrupção é uma cruzada que envolve todos a um só tempo. Só podemos vencer a corrupção à medida que a sociedade, segmento público e privado se irmanarem no sentido de enfrentar adequadamente este fenômeno”, disse Nicolao.
Transparência e controle
O procurador-geral da República, Nicolau Dino, recebendo do procurador-geral do Estado, Rodrigo Maia, a Comenda 28 de Julho. Foto: Karlos
O procurador-geral da República, Nicolau Dino, recebendo do procurador-geral do Estado, Rodrigo Maia, a Comenda 28 de Julho. Foto: Karlos
O controle social das contas públicas no Estado, a boa aplicação dos recursos e o combate à corrupção são preocupações e premissas defendidas pelo governador Flávio Dino. Por isso, ainda no primeiro dia de mandato, o governador fez questão de criar uma pasta específica para o assunto, revelando a preocupação da nova gestão em mudar a postura pública e garantir o fim de privilégios.
Presente no evento, o secretário de Estado de Transparência e Controle, Rodrigo Lago, reforçou a importância da reunião dos vários órgãos afins ao controle, desde a STC responsável pelo controle interno, o órgão de representação do Estado (PGE) e as instituições de controle externo, tais como o TCE, o Ministério Público de Contas e o Ministério Público Federal. “A reunião de todos esses órgãos de controle e combate à corrupção inicia um caminho de diálogo que leva a um só fim: a contenção do erário”.
Também estiveram no simpósio, a presidente do Tribunal de Justiça, Cleonice Freire, o presidente da Assembleia Legislativa, Humberto Coutinho, o subprocurador-geral de Justiça, Francisco das Chagas, procuradora-chefe do Ministério Público Federal no Maranhão, Carolina da Hora, José Ribamar Caldas Furtado representando o presidente do Tribunal de Contas do Estado, além de Jairo Cavalcanti Vieira representante da Procuradoria-Geral do Ministério Público.

Governo do Estado e Prefeitura iniciam obras do Mais Asfalto em São Luís


Clayton Noleto e Edivaldo Jr vistoriaram o início do asfaltamento
na Cohab. Foto: Jorge Ribeiro


O Governo do Estado e a Prefeitura de São Luís iniciaram nesta quinta-feira (6) mais uma etapa do programa Mais Asfalto na capital. Desta vez, está sendo contemplado com obras de pavimentação e recapeamento asfáltico o bairro da Cohab, que receberá 11 quilômetros de asfalto em ruas e avenidas. O início das obras na Cohab foi acompanhado pelo secretário de Estado de Infraestrutura, Clayton Noleto, representando o governador Flávio Dino, e pelo prefeito Edivaldo Holanda Júnior, com a presença de moradores, líderes comunitários, vereadores e secretários municipais.
Lançado ainda no início do mandato do governador Flávio Dino, o programa Mais Asfalto já chegou a 20 municípios maranhenses e é realizado por meio de parceria com as prefeituras. Em São Luís, o programa prevê investimento total de R$ 20,6 milhões para requalificação de 120 quilômetros de vias urbanas, em aproximadamente 300 ruas de 17 bairros da capital.
Já estão sendo beneficiados os bairros Anjo da Guarda, Vila Embratel, Cidade Operária e, agora, a Cohab. Segundo o secretário de Infraestrutura, Clayton Noleto, até o fim do ano o Mais Asfalto deve chegar a até 60 municípios. “A pavimentação facilita a mobilidade urbana e a qualidade de vida da população, por isso este é um dos programas que recebe atenção especial do Governo do Estado, por determinação do governador Flávio Dino”, ressaltou o secretário.
O prefeito Edivaldo Holanda lembrou que a região da Cohab é muito populosa e que aguardava há muito tempo por pavimentação, já que nos últimos tempos a região recebia apenas serviços de tapa-buracos. “É muito importante essa nossa parceria com o Governo do Estado para nos dar essa oportunidade de chegar com esse trabalho que vai contemplar avenidas e também as ruas mais danificadas”, disse o prefeito.
Além do Mais Asfalto, a parceria entre o Governo do Estado e a Prefeitura de São Luís na área de pavimentação urbana ocorre, também, por meio do programa Interbairros, lançado no mês passado e já com duas etapas iniciadas. Por meio do Interbairros serão realizadas conexões entre bairros e avenidas em 14 pontos, interligando áreas de grande tráfego de veículos, para tornar mais ágil o trânsito na região metropolitana.



Mantida condenação de Máximo Moura pela morte do delegado Stênio Mendonça



O desembargador Marcelino Everton foi o relator do processo (Foto: Ribamar Pinheiro)
Desembargador Marcelino Everton foi o relator do processo (Foto: Ribamar Pinheiro)

A 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) manteve decisão da 2ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca da Ilha de São Luís, que condenou Máximo Moura Lima a 29 anos e 9 meses de prisão, em regime inicialmente fechado, pela morte do delegado Stênio Mendonça, em maio de 1997. Na decisão, o colegiado acompanhou o voto do desembargador Marcelino Everton, relator do processo.
A defesa de Máximo Moura – condenado pelo crime de homicídio duplamente qualificado – recorreu da sentença de forma preliminar para anular o processo. A alegação apresentada foi de que seu nome teria sido incluído na ação penal sem individualizar a conduta e as circunstâncias do crime.
No recurso interposto junto ao TJMA, a defesa pediu também a anulação do julgamento, alegando cerceamento de defesa. No mérito, para justificar o pedido de anulação do julgamento, sustentou que à época do crime que tirou a vida do delegado Stênio Mendonça, Máximo Moura estava preso na comarca de Vigia, no vizinho Estado do Pará.
Em seu voto, o relator do processo, desembargador Marcelino Everton, afirmou ser inviável uma nova análise processual, uma vez que, em maio de 2000, a matéria foi julgada pela Justiça estadual.
Quanto à nulidade de julgamento por cerceamento de defesa, o desembargador entendeu que o indeferimento do pedido de adiamento ocorreu de forma justificada, em decorrência de já existir um pedido de adiamento pelo mesmo motivo, que foi a constituição de um novo patrono.
No julgamento do mérito, o desembargador Marcelino Everton considerou descabida a pretensão de anular o Tribunal do Júri, enfatizando que os documentos juntados ao processo para provar que Máximo Moura estava preso no Pará foram reconhecidos como falsos. (Processo nº 202982013)

Assessoria de Comunicação do TJMA
(98) 3198.4370  

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Ex-prefeito de Viana é condenado por crime no exercício do cargo



O desembargador Joaquim Figueiredo foi o relator do processo (Foto: Ribamar Pinheiro)
Desembargador Joaquim Figueiredo foi o relator do processo (Foto: Ribamar Pinheiro

Os desembargadores da 3ª Câmara Criminal do TJMA condenaram o ex-prefeito de Viana, Rivalmar Luis Gonçalves Moraes, à pena de três anos e seis meses de detenção. Considerando a previsão da lei, por ser o réu primário e de bons antecedentes, a pena foi substituída por prestação de serviços à comunidade.
O acusado foi absolvido pelo juízo da comarca de Viana, após ação penal proposta pelo Ministério Público Estadual (MPE), o que motivou recurso do MPE ao Tribunal de Justiça.
O Ministério Público imputou ao ex-prefeito a não realização de procedimentos licitatórios referentes a despesas com aquisição de combustíveis, móveis, equipamentos e material de expediente, quanto à tomada de contas anuais do Fundo de Assistência Social (FMAS) relativa ao exercício financeiro de 2007.
Os gastos com os materiais teriam somado mais de R$ 50 mil, oriundos de recursos repassados pelo Governo Federal.
A defesa do acusado alegou obediência aos procedimentos licitatórios e ausência de tipicidade de crime previsto na Lei de Licitações, afirmando que posteriormente o gestor teria realizado procedimentos licitatórios que foram aprovados pela Câmara Municipal.
O relator, desembargador Joaquim Figueiredo, rejeitou os argumentos da defesa, observando que a aprovação do legislativo municipal não evita a persecução penal quando as contas foram desaprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), nem ilide a apreciação pelo Poder Judiciário. “A responsabilização do prefeito municipal pelo Poder Judiciário independe do que houver julgado a edilidade municipal”, avaliou.
O magistrado constatou, ainda, a continuidade delitiva do ex-prefeito, porque o réu teria praticado, com mais de uma ação, vários crimes da mesma espécie, em mesmas condições de tempo e lugar. “Creio que houve interesse em causar dano ao erário porque os valores não são de pouca monta e apresentaram prejuízos ao município, estes demonstrados, concretamente, no relatório”, observou.
(Processo: 27673/2015).

Assessoria de Comunicação do TJMA
(98) 3198.4370

SSP SE REÚNE COM REPRESENTANTES DA FORÇA NACIONAL


                                Foto/Nilson Figueiredo

O secretário de Segurança Publica Jefferson Portela esteve reunido com a cúpula do sistema de segurança e representantes da Força Nacional na tarde desta quinta-feira (30).
A reunião realizada nas dependências da SSP teve como objetivo tratar de assuntos pertinentes ao ingresso de policiais ao processo seletivo de policiais militares, para participarem da Instrução de Nivelamento de Conhecimento (INC) ofertado pela Força Nacional de Segurança Publica órgão subordinado à Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça.
O curso ocorrerá em São Luís entre os dias 03 e 21 de agosto do ano seguinte onde terá como coordenador do Comandante do Policiamento Especializado (CPE), coronel Pereira e membros da Força Nacional.
 O processo seletivo será realizado no CEFAP e terá duas etapas eliminatórias, onde os candidatos serão submetidos à Junta Militar de Saúde da PMMA, e, aos habilitados nessa fase, será aplicado o Teste Especial de Aptidão Física (TEAF).
O seletivo tem como finalidade, aperfeiçoar homens e mulheres para integração de futuros membros de equipe da Força Nacional.
 Além do secretário de segurança, Jefferson  Portela e do comandante do CPE coronel Pereira estiveram presentes também, o delegado Augusto Barros, delegado geral de Polícia Civil, o Superintendente de Polícia Civil do Interior(SPCI),Dicival Gonçalves e representantes da Força Nacional.

Judiciário mantém projeto educativo para prevenção da violência doméstica contra mulheres



 Cartilhas são distribuídas ao público masculino em empresa de engenharia civil (Foto: Ribamar Pinheiro)

O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) desenvolve o projeto educativo “Aprendendo com Maria da Penha no Cotidiano”. A iniciativa visa divulgar a Lei nº 11.340/2006, aprovada há 9 anos, para proibir a violência doméstica e familiar contra a mulher. A meta é reduzir os casos de agressão a 20%, em dois anos.
O público-alvo do projeto são os agressores em potencial, cujo perfil socioeconômico foi identificado em pesquisas realizadas pelas varas de violência doméstica e familiar contra a mulher das comarcas de São Luís e Imperatriz.
Os resultados do levantamento indicaram que os agressores mais recorrentes estão entre os operários da construção civil, motoristas e vigilantes, nessa ordem.
Desenvolvido pela Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (CEMULHER-TJMA), desde 2014, as ações do projeto já alcançaram, diretamente,  cerca de mil  pessoas. Consistem na realização de palestras e oficinas sobre noções básicas de cidadania, parcerias com órgãos governamentais e não-governamentais para atender agressores e vítimas, capacitação profissional da vítima e sua inserção no mercado de trabalho e reconstrução de vínculos afetivos e familiares.
A iniciativa foi estendida também à Região Metropolitana de São Luís e algumas comarcas do interior.
“Faz-se urgente a compreensão de que os direitos da mulher são direitos humanos, e que a modificação da cultura de subordinação calcada em questões de gênero requer uma ação conjugada do Poder Público e da sociedade civil organizada”, acrescenta a presidente da CEMULHER, desembargadora Angela Salazar.
Outra iniciativa é a distribuição da cartilha “Aprendendo com Maria da Penha no Cotidiano – o que você precisa saber”. O material, disponível no Portal do Judiciário, é difundido nas escolas, associações de bairro, entidades classistas e empresas, principalmente aquelas em que o público masculino é referência.
Para acolher as mulheres agredidas e seus filhos, o TJMA mantém a “Casa Abrigo”. No local, é oferecido atendimento integral, com assistência jurídica, social e psicológica às vítimas.
SEMANA - O Poder Judiciário do Maranhão abriu, nesta segunda-feira (3), a Segunda Semana da Justiça pela Paz em Casa. Até o dia 7 de agosto, serão priorizadas pela Justiça maranhense a realização de audiências de instrução e julgamento dos processos criminais em que mulheres figuram como vítimas, e os cíveis ou de família em que o público feminino é parte interessada. A campanha fará alusão ao aniversário de nove anos da Lei Maria da Penha.
Estão agendadas para a capital 120 audiências referentes a processo cujas vítimas são mulheres. As audiências são realizadas pelos juízes Nelson Morais Rego (Vara Especial da Mulher), Gustavo Medeiros, Andréa Frota Maia, Maricélia Gonçalves e Luís Carlos Licar, e ocorrem em quatro salas do 5º e uma do 7º andar  do Fórum. Também acontecem sessões de júri popular envolvendo homicídio ou tentativa de homicídio.
DADOS - Segundo pesquisa realizada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Brasil ocupa o sétimo lugar noranking mundial de homicídios de mulheres. Do total de mulheres que sofreram agressão física, 48% foram violentadas em sua própria casa. E 41,61% delas foram agredidas pelo marido, ex-marido ou parente próximo. As estatísticas foram divulgadas em pesquisa sobre a atuação do Poder Judiciário na aplicação da Lei Maria da Penha, no ano de 2013.

Assessoria de Comunicação do TJMA
(98) 3198.4370

Comandante fala das ações do GTA no Maranhão


                                         Coronel Ismael comandante do GTA


Em entrevista exclusiva ao Sjnotícias, Coronel Ismael comandante do Grupo Tático Aéreo(GTA), falou das ações  desenvolvidas no Maranhão.

O comandante disse que entre as missões do GTA no estado, estão o trabalho conjunto com a polícia federal, na erradicação do plantio de maconha no Maranhão, combate a criminalidade e ao tráfico de drogas no estado, desbaratamento de quadrilhas, de assaltantes de bancos, patrulhamento na orla marítima da capital, apoio direto as ações das polícias civil, militar e corpo de bombeiros em suas operações na capital e no interior  do estado sempre que acionado pela secretaria de segurança através do Ciops.

                   Repórter Stenio Johnny/Coronel Ismael comandante GTA
                            

                                   Stenio Johnny/Equipe do GTA/ foto de 2014

Coronel Ismael falou ao repórter Stenio Johnny, que o governador Flávio Dino tem dado total apoio as ações do grupo, e mais importante, está ampliando as ações do grupo descentralizando o trabalho do grupo, com a implantação de uma base do GTA em Imperatriz, e posteriormente uma outra base na cidade de Presidente Dutra, Aumento do efetivo, aumento da frota e reaparelhamento do grupo, para que o GTA tenha melhores condições de desenvolveu as suas ações na capital e no interior maranhense.

O comandante Falou ainda que além das missões acima citadas, existe também a missão de resgate de pessoas em situação de risco, quer seja em casas com risco de desabamentos, como também resgatando vidas, em acidentes nas avenidas de São Luís, assim como em acidentes nas estradas do interior do estado, realizando transporte de pacientes em estados graves, do interior para a capital maranhense.


    Comandante da Aeronave e equipe de resgate da SES
  

Do efetivo e Aparelhamento 

O comandante falou a nossa reportagem que o GTA conta hoje com 80 homens, entre policiais civis, militares, e do corpo de bombeiros. Possui uma frota composta de 3 helicópteros, dois aviões, 8 viaturas um furgão blindado e dois caminhões de abastecimento.

Coronel Ismael fez questão de frisar o apoio do governador Flávio Dino ao GTA assim como o apoio dado pelo secretário de segurança Dr. Jefferson Portela, do comandante da policia militar coronel Alves, do comandante do corpo de bombeiros, coronel Roberto, e do delegado geral Augusto Barros. O comandante também destacou o trabalho, a dedicação e o profissionalismo de todos os integrantes do GTA que segundo o coronel são homens competentes e dedicados ao trabalho que dia a dia, arriscam as suas vidas para garantir a segurança do cidadão Maranhense.

                                                   Aeronave e viaturas do GTA


Finalizando o comandante falou da importância da Exposição de Segurança do Maranhão(Esposegma) que estará acontecendo nos dias 04 e 05 de agosto na praça Maria Aragão. Coronel Ismael falou ao repórter Stenio Johnny, que a Exposegma serve para mostrar ao Maranhão e ao mundo, o que de melhor existe, nas forças de segurança do estado, parabenizou a publicitária Josilma Bogéa coordenadora da Exposegma e assessora de comunicação da SSP-MA, pela idealização deste projeto que há anos vem divulgando o trabalho das forças de segurança do Maranhão

Assista Aqui entrevistas com coronel Ismael comandante do GTA, Dr. Josilbert da equipe médica da SES e comandante Alcir da aeronave


                                         Coronel Ismael comandante do GTA
                                               https://youtu.be/srEK_yY3akk

                               
                                   Dr. Josilbert e comandante Alcir equipe de resgate



Por/Stenio Johnny
Radialista/Repórter Investigativo
DRT/MA 0001541
                                         

São Luís - 32 réus vão a júri popular em agosto


Imagem divulgação

O Tribunal do Júri de São Luís julga neste mês de agosto 32 acusados, incluindo casos de homicídio e tentativa de homicídio contra a mulher, como parte da programação da II Semana da Justiça pela Paz em Casa.  As sessões de julgamento ocorrem simultaneamente na 2ª, 3ª e 4ª Varas do Júri, com início às 8h30. Os salões de julgamento ficam no 1º andar do Fórum Desembargador Sarney Costa (Calhau).
Na 1ª Vara do Júri não haverá sessões este mês. Já no 2º Tribunal do Júri serão julgados Deickson Viegas Rubim (dia 03); Joseilson Barroso Santos (05); Edson Ferreira dos Santos (07); Antonio Araújo Messias (11); Ailton José Correia Tavares (13); Fernando Douglas Mota (17); Marcio Daniel Castro de Sousa e Gilmar Ribeiro dos Santos (19); José Ivan Silva Câmara (21); Ezequiel Correia do Vale e José Brandão Filho (25); Diego Luís Belfort Serejo (27); e Jailson Mendonça Ramos (31). As sessões serão presididas pela juíza Samira Barros Heluy.
Aderindo à campanha Justiça pela Paz em Casa, organizada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com o apoio do Tribunal de Justiça do Maranhão, a juíza titular da 3ª Vara do Júri, Kátia Coelho de Sousa Dias, incluiu na pauta desta semana os julgamentos de José Ribamar Nina (03), Ladislao Guardia Montalvo (04) e Miguel Freitas Santos (05), acusados de homicídio e tentativa de homicídio contra a mulher. Também vão enfrentar os jurados, na mesma unidade, Pedro Jhonney de Jesus Silva (06) e Michel Douglas Gusmão França (07).
Na 4ª Vara do Tribunal do Júri, que tem como titular o juiz José Ribamar Goulart Heluy Júnior, serão julgados Adelino Ferraz (04); Claudionor Reis de Araújo (05); José Raimundo Ribeiro Pinto (06); Augusto Sousa, Gerson Luís Fonseca Raposo e Willian Rocha da Silva (11); André Pinto (12); Janmerson França Alencar (13); Maiara Oliveira Mafra (18); Eurismar de Cassio Gomes (19); Leidiana dos Santos da Silva (20); Adailson da Silva Almeida (25);  Wanderson Márcio dos Santos (26) e Elissandro Ferreira Costa (27).

Assessoria de Comunicação
Corregedoria Geral da Justiça do Maranhão
Núcleo de Comunicação – Fórum de São Luís
(98) 3198-4636 / 4624

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Sem acordo com o governo, policiais civis do Maranhão entram em greve por tempo indeterminado



A greve foi definida durante Assembleia na sede da ACM

Sem acordo com o governo do estado, policias civis do Maranhão entraram em greve por tempo indeterminado, o presidente do Sinpol Eleudo Moreira, falou que foram feitas várias reuniões com a equipe do governo, infelizmente nem um acordo foi firmado pelo governo do estado no sentido de atender as reivindicações dos policiais civis, que não viram nem uma saída a não ser entrarem em greve, Eleudo falou ainda que a greve é uma decisão da classe, e que o sindicato está dando total apoio ao movimento, e que o sindicato dos policiais civis do Maranhão está de portas abertas para negociar com a equipe do governo, que os serviços essenciais da polícia civil estão sendo mantidos, com 30%  do efetivo.

A paralisação tem como objetivo reivindicar ao governo do Estado proposta salarial à investigadores, comissários e escrivães que tiveram reajuste salarial de apenas 5% e nenhuma proposta de salário para os demais anos.Apenas a PM e os delegados tiverem previsão de aumento para 2018 e 2016, respectivamente.

A concentração dos policiais civis esta acontecendo, em São Luís, em frente ao plantão central da Refeza, nas cidade do interior do estado a concentração está acontecendo nas delegacias regionais.



                                                          Por/Stenio Johnny
                                               Radialista/Repórter Investigativo
                                                                 DRT/MA 0001541


POLÍCIA CIVIL DO MARANHÃO CONCLUI CURSO NA ÁREA DA GENÉTICA FORENSE



   Delegado Geral Agusto Barros e peritos na
 solenidade de encerramento do curso de Estatística aplicada à Genética Forense


O curso de Estatística aplicada à Genética Forense, promovido pela Delegacia Geral e Academia Integrada de Segurança Pública (AISP) foi encerrado na sexta-feira (31).  A solenidade teve a presença do delegado Geral da Polícia Civil, Augusto Barros; do superintendente da Polícia Técnico-Científica, Miguel Alves; e a diretora da AISP, Katherine Chaves.

Com duração de 40 horas, o curso foi ministrado entre os dias 27 e 31 de julho, pelo perito criminal da Polícia Científica do Paraná, Marcelo Malaghini. Foram capacitados seis peritos do Maranhão e sete do Piauí, Rio Grande do Norte, Pará e Amapá. Ao final do curso, os alunos receberam um certificado.


O Delegado Geral da Polícia Civil, Augusto Barros, enfatizou que o curso é um marco para a instituição. “A interação com peritos de outros estados vai auxiliar na formação de uma grande rede de cooperação, a fim de reunir informações diversas, análises distintas que possibilitarão encontrar a materialidade e a autoria de crimes, a partir de perfil genético”, disse o delegado explicando que a medida integra as ações em prol da política de promoção de paz do governo Flávio Dino.

Os profissionais do Maranhão que participaram da qualificação, segundo Augusto Barros, vão compor o Instituto de Genética Forense. “Com isso, uma série de perícias, que dependiam da cooperação com outros estados, passarão a ser realizadas no Maranhão, o que vai qualificar ainda mais as investigações policiais”. 

Drª Christhiane Cutrim e peritos


Para o superintende da Polícia Técnico-Científica, Miguel Alves, o curso superou as expectativas. “Estamos fazendo a qualificação dos peritos para obtermos uma melhor resposta da análise dos vestígios. A Academia de Polícia está com o ritmo bastante acelerado em termo de capacitação e não temos encontrado nenhuma dificuldade”, pontuou.


A diretora do Instituto de Genética Forense, Christhiane Cutrim, ressaltou a importância da qualificação para as atividades periciais. “Peritos criminais do Maranhão, que irão compor o Instituto de Genética Forense, e peritos de outros estados tiveram a oportunidade de reciclar os seus conhecimentos na área de estatística voltada para Genética Forense. O professor Malaghini tem muita experiência nessa área. Foi muito proveitoso para todos os alunos”, frisou.

O ministrante do curso, Marcelo Malaghini, informou que o conteúdo do curso envolve teoria, realização de exercícios de cálculos manuais e, também, a utilização de software.

Para o perito do Rio Grande Norte, Fabrício Fernandes, o curso abriu espaço para a integração entre os estados. “É uma vivência importante porque fortalece a essência Forense. Espero que o Governo do Maranhão continue investindo em qualificação, porque é importante a formação continuada”.

O perito do Maranhão Walisson Cantanhede disse que o curso foi muito esperado pela equipe do Instituto de Genética Forense. “O professor Malagni tem uma larga experiência e a capacitação proporcionou uma interação entre profissionais de vários estados”.


Fonte: Ascom/Janaína SSP-MA


O blog Sjnoticias conversou com a Drª. Cristiane Cutrin Diretora do Instituto de Genética Forense do Maranhão, e  o Dr. Marcelo Malagni da Polícia Cientifica do Paraná.


Assista aqui as entrevistas com o repórter Stenio Johnny




                                                     Drª Christhiane Cutrim
                                                     https://youtu.be/j532fy4BbWc


Dr. Marcelo Malagni

                                                      
                                               

PF inicia 17ª fase da Operação Lava Jato e prende o ex-ministro José Dirceu




O ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, é conduzido por
policiais federais - Dida Sampaio / Estadão Conteúdo





PF (Polícia Federal) iniciou na manhã desta segunda-feira (3) a 17ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Pixuleco, em alusão ao termo utilizado para nominar a propina recebida em contratos. José Dirceu, ex-ministro do governo Lula e condenado no Mensalão, é um dos presos. Ele cumpria prisão domiciliar em Brasília pelos crimes do Mensalão.
O ex- ministro está sob investigação dos policias por suposto recebimento de propinas disfarçadas na forma de consultorias. A empresa de Dirceu, a JD assessoria, já foi desativada. A operação tem autorização do juiz federal Sérgio Moro, que determinou a prisão preventiva do político.
Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, irmão do ex-ministro José Dirceu, também foi preso na manhã desta segunda-feira. Silva é sócio da JD Consultoria, empresa do ex-ministro do governo Lula, e foi levado para a superintendência da Polícia Federal em São Paulo.
Cerca de 200 policias cumprem 40 mandados judiciais em Brasília, no Rio de Janeiro e em São Paulo. São 26 mandados de busca e apreensão, três mandados de prisão preventiva, cinco mandados de prisão temporária e seis mandados de condução coercitiva.
Também foram decretadas medidas de sequestro de imóveis e bloqueio de ativos financeiros dos suspeitos. Entre os crimes investigados estão os de corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Essa fase da Lava Jato se concentra em investigar responsáveis pelo pagamento e recebimento de vantagens indevidas em contratos com poder público, além do uso de “laranjas” nas transações.
Os presos serão levados para a Superintendência da PF em Curitiba (PR).
JD Assessoria
A PF considera a JD Assessoria e Consultoria como integrante de um grupo de 31 empresas "suspeitas de promoverem operações de lavagem de dinheiro" em contratos das obras da Rnest (Refinaria Abreu e Lima), em Pernambuco. A construção do polo petroquímico foi iniciada em 2007, e deveria custar R$ 4 bilhões. Ao todo, a obra consumiu mais de R$ 23 bilhões da Petrobras.

O documento é o primeiro de uma série de perícias técnicas da Polícia Federal que apontam um porcentual de desvios na Petrobras de até 20% do valor de contratos. O porcentual é superior aos 3% apontados até aqui nas investigações da Operação Lava Jato, que incluía apenas a propina dos agentes públicos e políticos.

Habeas corpus preventivo
No começo de julho, Dirceu chegou a entrar na Justiça com um pedido de habeas corpus preventivo para evitar uma eventual prisão. O pedido foi negado, assim como o pedido de reconsideração.
Fonte/R7