segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Juizes da Vara de Execusões Penais, concedem entrevista ao radialista Stenio johnny


                 

                 
                                          Juiz Roberto de Paula

O Juiz Roberto de Paula da 1ª Vara de Execuções Penais concedeu entrevista ao radialista Stenio Johnny, falou que o sistema prisional do Maranhão está em situação extremamente delicada, só aqui em São luís, são 2.900 presos, sendo que 1.750 são presos provisórios que ainda não tem condenação, e algo em torno de 1.200 são condenados, disse o Magistrado.

Falou da necessidade da criação de novas vagas, construção de novas unidades prisionais tanto na capital como no interior. Segundo o Juiz  Roberto de Paula, o Sistema Prisional do Maranhão encontra-se estrangulado caos foi instalado no sistema prisional do estado.
O Juiz falou que já analisou mais de quinhentos processos,  sendo que trezentos e sessenta, foram decisões de livramento condicional, e hoje existem ainda duzentos e sessenta pedidos de liberdade para serem analisados, quanto a esses pedidos acredita que em trinta dias serão analisados
                                          Juiz José Costa

Stenio Johnny entrevistou  o Juiz José Costa que também faz parte da 1ª Vara de Execuções Penais que falou que a situação das unidades prisionais é caótica, a superlotação e a má qualidade de vida dos detentos são atos desumanos, que devem ser eliminados, com a construção de novas unidades prisionais no estado, falou que apesar do bom trabalho que o Secretário Sebastião Uchôa vem fazendo a frente da Sejap, tem enfrentado muitos problemas em sua administração por conta de uma herança negativa deixada por vários governos, e do próprio estado que nunca investiu em políticas sociais dentro dos presídios dando um tratamento, mais humano para detentos que estão cumprindo pena nos presídios, o Juiz José Costa Falou que a VEP, tem responsabilidade com a ressocialização, que é importante a recuperação do homem que cometeu um crime, reintegrando-o a sociedade, mas que esse trabalho se torna difícil diante do caos, que se encontra o sistema prisional do Maranhão.

O Magistrado falou que a superlotação, e má qualidade de vida dos presidiários, contribuem para o aumento de fugas, homicídios, e até mesmo rebeliões nas unidades prisionais do Estado.
O juiz José Costa informou que a 1ª Vara de Execuções Penais em comum acordo com o Ministério Público, Defensoria Pública, e o grupo de monitoramento do Tribunal de Justiça do Estado, que tem como presidente, o Desembargador Froz Sobrinho, tomou uma medida emergencial, colocou em regime de recolhimento domiciliar, noventa e um presos que estavam na unidade prisional do Monte Castelo. 

Com isso, 110 detentos que estavam em regime aberto no complexo penitenciário de pedrinhas, irão para unidade prisional do Monte Castelo que agora faz parte da coordenação da Associação de proteção e assistência ao condenado APAC.

Perguntei ao Magistrado se medidas como essa de libertar detentos colocando-os em regime domiciliar, embora monitorados pela justiça, não iria trazer mais insegurança a população, ele respondeu que não, essa medida não causaria nenhum impacto negativo a sociedade. Por outro lado o Juiz falou que a legislação diz que a pessoa antes de ser julgada, só deve permanecer presa se for para garantia da ordem pública, ou seja se for um individuo nocivo a sociedade, que já tenha cometido outros delitos ou para a garantia do processo ou se ele pretender imprimir fuga, fora isso, ele tem que responder em liberdade. 
"Prisão provisória, não é antecipação da pena, por tanto só fica preso quem é condenado, e tem sentença transitada em julgado". Concluiu o Magistrado.      
      
                                                SEJAP CONVIDA!!!

                                                      

          À Secretaria de Justiça e Adminitração Penitenciária/SEJAP. Convida familiares dos presos e apenados custodiados nas unidades prisionais da região metropolitana, para uma reunião a ser realizada no auditório da Secretaria de Segurança Pública, localizada na Av. dos Franceses s/n, Outeiro da Cruz, às 15:30 na data de 09 de agosto, de 2013.

Ocasião em que serão tratados vários assuntos de interesses dos entes custodiados e seus respectivos familiares.

O transporte de volta às residências será disponibilizados pela Sejap para os principais terminais integrados de transportes  de São Luís.


                             São Luís, 05 de Agosto de 2013

                                        Cordialmente


                            Assessoria de Comunicação/SEJAP  

Números oficiais deixam de registrar 8,6 mil homicídios por ano


Um dado preocupante: o número real de assassinatos no Brasil é bem maior que o número oficial. Segundo uma pesquisa que o Fantástico apresenta com exclusividade, cerca 8,6 mil homicídios cometidos todos os anos no país não entram nas estatísticas.

Mais de 50 mil pessoas são assassinadas por ano no Brasil. Cada caso vira uma declaração de óbito. Um inquérito policial. Entra para estatísticas de violência. É destaque nos jornais. Ganha um número que vai parar nos gabinetes dos governantes.
Por trás desses números, um rosto, um nome, uma história. Pamela tinha acabado de se tornar mãe. Itamara, filha única. E John ainda estava em lua de mel. Os três foram assassinados, mas nenhum deles entrou para as estatísticas de homicídios do país.


Agosto de 2009. Pamela, que morava em São José dos Campos, tinha ido a uma festa.  Ela e as amigas voltavam de carona para casa.  “Deu 7 horas da manhã, minha filha caçula Michele bate na porta do quarto: ‘mãe, vem que a Pamela levou um tiro no braço’”, lembra Manaceia Barreto, mãe da Pamela.

O carro onde Pamela estava tinha passado por um bloqueio policial. Sem habilitação, o motorista resolveu acelerar. “Daí a polícia achou que eles estavam fugindo, né? E atirou no carro”, conta Michelle Barreto, irmã da Pamela. 
“Era muito desespero. A gente começou a se abaixar dentro do carro. Quando virou a esquina que a Pamela falou: ‘Acho que eles me acertaram’. Ai que o menino parou o carro”, diz uma menina.

Na declaração de óbito,  a causa da morte de Pamela não ficou clara. O documento diz apenas que ela foi vítima de arma de fogo. Por isso, o caso é um dos milhares que não aparecem como homicídio no levantamento oficial feito pelo Ministério da Saúde.
De 1996 a 2010, quase 130 mil homicídios no Brasil não entraram nas estatísticas de mortes violentas. Isso é quase a população de Copacabana, um dos maiores bairros do Rio de Janeiro. É como se as pessoas que moram lá, num espaço de 15 anos, desaparecessem pra sempre sem que ninguém se desse conta.

Quem fez essa descoberta foi o pesquisador Daniel Cerqueira, do  IPEA, Instituto de Pesquisas Aplicadas, do governo federal.

Chamaram a atenção dele os índices de mortes por causas indeterminadas que aparecem no Datasus, a estatística criada pelo Ministério da Saúde.
“Nós verificamos que, nos últimos 15 anos, cerca de 175 mil pessoas no Brasil foram mortas de forma violenta e o estado não conseguiu dizer qual foi a causa. A gente queria então investigar, entender porque essas pessoas morreram”, conta Daniel Cerqueira.

Ele cruzou dados e pesquisou caso a caso. “A conclusão é que 74% dessas mortes violentas indeterminadas se tratavam, na verdade, de homicídios. Ou seja: o que nós estamos dizendo é que a taxa de homicídios no Brasil é cerca de 18,6% maior do que aquela registrada oficialmente hoje”, explica Daniel.


Isso significa que as estatísticas de homicídios deixam de registrar 8,6 mil assassinatos por ano.
Com as informações do IPEA, o Fantástico viajou pelo Brasil buscando endereços de famílias que perderam parentes por causas indeterminadas.
Em São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte, a família de Dona Gorete ainda procura entender por que o filho foi assassinado, em 2010, quando tentava fazer o bem.
“Quando eu chego em casa, minha nora diz: ‘John foi apartar uma briga e deram um tiro nele’. Eu sai por aqui correndo, cheguei no hospital. Quando eu cheguei,  a rua já tava cheia de gente. Quando eu me topei com meu marido chorando”, conta Dona Gorete. 

John tinha 29 anos.  “Ficamos a noite toda esperando o corpo dele ser liberado”, lembra Gorete.
Na delegacia, o caso foi investigado como homicídio. Os responsáveis pela coleta de dados na Secretaria da Saúde incluíram o caso na lista de mortes por causas ignoradas.
Para o pesquisador Daniel Cerqueira, o problema é provocado pela falta de comunicação entre a polícia e as secretarias de saúde que alimentam o banco de dados do governo federal.

“Os bancos de dados da polícia estarem conectados com o banco de dados do IML, conectado com o banco de dados da Secretaria de Saúde. Eu acho que a gente conseguiria dar mais agilidade a esse processo”, afirma Daniel Cerqueira.
Em nota, o Ministério da Saúde apenas informou que está investindo na melhora do sistema de notificação, coleta e análise de dados. E informou ainda que de 2000 a 2011 o número de mortes por causas indeterminadas caiu de 10 para 7%.

O Ministério da Justiça, maior interessado por esses dados, reconhece que há falhas no sistema que alimenta as estatísticas da violência.
“Os dados do Ministério da Saúde, eles são excelentes para desenvolver política para a saúde. Mas para a segurança pública eles são tardios e às vezes equivocados”, afirma Regina Miki, secretária Nacional de Segurança Pública.

E por causa desses equívocos são muitos os prejuízos para o país, dizem os pesquisadores.
“A gente não tem esta cultura de fazer política avaliando com o que funciona ou não funciona. Faz política a base de alguma boa idéia na cabeça de algum iluminado. No Brasil é tudo feito na base do ‘achismo’”, ressalta Daniel Cerqueira. 
A Secretária Nacional de Segurança Pública diz que o governo federal tem um projeto para  implantar um sistema de informação mais confiável.

“Ele vai possibilitar o cruzamento de dados para que possamos verificar se aquelas causas externas apontadas no Sistema Único de Saúde são realmente os homicídios encontrados na segurança pública”, explica Regina Miki.
Em Feira de Santana, maior cidade do interior da Bahia, o Fantástico descobriu outro caso de homicídio escondido entre as mortes por causas desconhecidas.

Itamara, de 19 anos, era a única filha de Dona Ilda.  Em 2009, se envolveu num triângulo amoroso com um motorista de caminhão e outra mulher.
Era fim de tarde e Itamara brincava com o filho de 2 anos na porta da igreja. Uma mulher que se dizia namorada do caminhoneiro chegou, conversou com ela, puxou uma pistola da bolsa e atirou duas vezes na cabeça de itamara.

“Aí eu pulei em cima dela, sacudi, sacudi, gritava. Mas não teve jeito”, conta Dona Ilda.
De acordo com a pesquisa do IPEA, sete estados lideram o chamado ranking de homicídios escondidos.  O levantamento é resultado da média de assassinatos ocultos entre 2007 e 2010 para cada 100 mil habitantes.
No Rio de Janeiro, a taxa é 16,2.  Na Bahia, 10,9. 7,7 no Rio Grande do Norte. 5 em Pernambuco. 4,2 em Roraima. 4,1 em Minas Gerais. E 4,1 também em São Paulo.
Em São José dos Campos, no interior de São Paulo, a mãe de Pamela batalha para que os dois policiais que atiraram em sua filha sejam incriminados.

“A polícia alega que um dos passageiros virou a mão e teria atirado em direção à PM. E aí os policiais, em legítima defesa, atiraram em direção ao veículo”, afirma Tais Silva Travelo, advogada da família de Pamela.
“A policia forjou a arma. não tinha arma no carro”, diz a irmã de Pamela.

“O passageiro não atirou e a arma que eles falam que é dele não houve disparo. a princípio, não tem como acreditar na legítima defesa. Isso está documentado nos autos”, explica Tais Silva.
Depois de ouvir os policiais na audiência, o promotor encaminhou seu parecer sobre o caso à juíza. Ele pediu a absolvição dos acusados.


Fantástico: O senhor está convencido que eles atiraram em legítima defesa?
Fabio Xavier Moraes, promotor: Convencido.
Fantástico: Os exames técnicos não comprovaram que um tiro foi disparado de dentro do carro...
Fabio Xavier Moraes: Mas dentro de uma situação de perseguição pode ter ocorrido algum som que tenha efetivamente dado a impressão de disparo de arma de fogo.


“Isso não é justo. Isso é humilhante”, diz Manaceia, mãe de Pamela.
O Fantástico procurou os policiais. Mas eles e seus advogados se recusaram a dar entrevista.
Em Feira de Santana, a polícia concluiu o inquérito que investigou a morte da empregada doméstica Itamara de Carvalho. A acusada, Joseane Santana, confessou o crime. O Ministério Público pediu a prisão preventiva de Joseane Santana em junho de 2009. Seis meses depois do assassinato. O processo está na Vara do Júri, no Fórum de Feira de Santana. Quatro anos se passaram e a Justiça ainda não se manifestou.

“Eu tenho esperança que ela vai pagar tudo o que ela fez”, diz a mãe de Itamara.
Em São Gonçalo do Amarante, o inquérito da morte do funcionário público John agora voltou a andar. Uma ordem de prisão preventiva do assassino foi dada em fevereiro de 2012.
Na delegacia da cidade, a ordem só chegou em 1º de julho passado, quase um ano e meio depois. Pode até ser apenas uma coincidência, mas isso aconteceu dois dias depois que a equipe do Fantástico chegou para contar essa história.

O pedido de prisão estava encalhado na Vara Criminal do Fórum da cidade.
“O que posso explicar, entender, é que tinham diversas outros atos a serem cumpridos no processo e isso acabou passando desapercebido”, explica Rosane Cristina Moreno, promotora.

No mesmo dia em que a ordem de prisão chegou à delegacia, Pedro Augusto da Silva, acusado de ter matado John, foi preso.

Fantástico: Você faria aquilo novamente?
Pedro Augusto Barbosa: Não.


Dona Gorete, mãe de John: Gostaria que fizesse justiça, eu sei que não traz meu filho de volta, mas que ele pagasse por este crime.
Fantástico: Ele está preso, Dona Gorete.
Dona Gorete: Tá preso? Três anos. Né? Dia 20 faz três anos. A Justiça foi feita

A morte de John está esclarecida, mas vai continuar fora das estatísticas oficiais de homicídios.

Fantástico: A senhora não se incomoda com isso? 
Dona Gorete: Não, não me incomodo. Eu gostaria mesmo é que meu filho nunca estivesse nesta lista, na verdade. Em lista nenhuma.

Pode até não fazer diferença para Dona Gorete. Mas pesquisadores alertam: esses dados são muito importantes.

“Saber onde acontece o crime. Quem são as vítimas e quem são os autores ajuda a gente a focar e, de alguma forma, trabalhar e investir melhor pra que isso não volte a acontecer. E se previna a violência”, destaca Renato Sérgio de Lima, sociólogo.
Estatísticas transparentes e corretas ajudam a impedir que histórias, como as mostradas no Fantástico, continuem acontecendo no Brasil.
“Não só por questão de direitos civis, que a família tem o direito de saber porque o seu ente querido morreu, mas porque aquela informação é importante sob o ponto de vista das políticas públicas para tentar evitar uma morte futura”, explica Daniel Cerqueira.

Fonte/G1

Sarney apresenta melhora, relata filho após visita



O senador José Sarney (PMDB-AP), 83, continua internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, para onde foi transferido na quinta-feira passada.
O filho do ex-presidente, José Sarney Filho, visitou o senador na noite de domingo (4) e disse que exames realizados ao longo do dia apontaram melhora.
"Ele está caladão, mas sereno. Uma infecção dessas na idade dele não é brincadeira."
Perguntado sobre a confirmação ou não de diagnóstico de dengue, Sarney Filho fez piada. "Eu conheço a política do Congresso, mas não entendo a política dos médicos do Sírio. Não sei se é dengue ou não", afirmou.
Sarney está na UTI por causa de um derrame pleural --acúmulo de líquido na membrana que envolve o pulmão. 
O Senador Sarney tem 83 anos, está lúcido e respira sem a ajuda de aparelhos. A filha do senador e governadora do Maranhão, Roseana Sarney, garantiu que o pai responde bem ao tratamento dos pulmões.
De acordo com o último boletim médico, Sarney "continua sendo tratado com antimicrobianos e medidas de suporte clínico". O parlamentar, diz a nota, "está sendo atendido pelas equipes dos Profs. Drs. David Uip, Roberto Kalil Filho e Carlos Gama"

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Dilma muda estratégia para lidar com base governista descontrolada: NATUZA NERY DE BRASÍLIA

Para tentar enfrentar a volta do recesso branco no Congresso com a base governista ainda descontrolada, a presidente Dilma Rousseff decidiu fazer uma reunião com os líderes aliados na Câmara --principal foco de problemas com o Legislativo.

A presidente Dilma discursa em evento na Prefeitura de São Paulo, na semana passada
A presidente Dilma discursa em evento na Prefeitura de São Paulo, na semana passada.

O plano esbarra em duas dificuldades: a presidente ainda não se recuperou do tombo de popularidade na esteira dos protestos de junho e a economia brasileira, com os cofres públicos minguados, limita o poder de barganha oficial.
Na reunião com líderes, a presidente terá à sua frente representantes da base mais infiel a um presidente da República desde 1989, conforme mostrou a Folha ontem.
Em julho, ao avaliarem a rebelião no Congresso, auxiliares de Dilma fizeram nos bastidores um diagnóstico jamais admitido publicamente: o Planalto perdera suas condições de governabilidade na Câmara, casa mais hostil a ela do que o Senado.
Partidos, o seu PT incluído, empresários, setor financeiro e até mesmo funcionários do Executivo passaram a elevar o tom das críticas e, no caso do Congresso, a cobrar caro pelo apoio.
Foi justamente nesse período que se mudou a dinâmica de votações dos vetos presidenciais. Se, antes, eles mofavam no escaninho do plenário, agora passarão a ser apreciados com regularidade quase mensal. Foi um recado dos aliados.
Embora Dilma não tenha uma agenda legislativa ambiciosa para o segundo semestre, teme ver ciladas armadas por insatisfeitos que tentar surfar na atual fragilidade do Planalto.
Há duas semanas, ela montou uma força-tarefa para garantir o empenho de emendas parlamentares (recursos que congressistas remetem às suas bases eleitorais).
Editoria de Arte/Folhapress
FRICÇÕES
O objetivo era iniciar agosto reduzindo as fricções que distanciam a base aliada de seu comando.
Embora ela tenha preparado um script mais político para reunião de hoje, Dilma deve apresentar alertas sobre o cenário econômico atual. O prognóstico de baixo crescimento e pressão inflacionária recomenda cautela.
Até dezembro de 2012, dizia-se nos bastidores que, a despeito das tradicionais reclamações em relação à falta de diálogo e ao estilo centralizador da presidente, o governo navegada sobre mar nervoso, mas sempre chegava em terra firme.
Precisou acelerar o empenho de R$ 6 bilhões em emendas parlamentares, mandar que ministros fizessem a corte aos congressistas e, agora, convocar a reunião de líderes para mostrar que a presidente está aberta ao diálogo.

FONTE/FOLHA DE SÃO PAULO.


domingo, 4 de agosto de 2013

ABERTO ONTEM CAMPEONATO NORTE/NORDESTE DE SINUCA NA AABB

O Secretário de Estado de Esportes, Joaquim Haickel,  entre Antonio Bento, da FMBS, e vice-presidente da CBBS, Lourival Bogéa, na solenidade de abertura do NO-NE 2013..jpg

Aberto, na tarde de ontem, o 1º Campeonato Norte/Nordeste de Sinuca prossegue neste sábado (03) e domingo (04), com jogos a partir das 10h, no salão principal da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB-São Luís), na Avenida dos Holandeses (Calhau). Entre os classificados no primeiro dia dos jogos estão Odilon (BA), Gil (RN), Rafael (CE), e os maranhenses Marcos Vinícius, Rafael, Toquinho e Tiago. O campeonato tem entrada franca.
O 1º Campeonato Norte/Nordeste de Sinuca tem patrocínio oficial da Cemar (Lei de Incentivo ao Esporte do Governo do Maranhão - Sedel/Sefaz) e é uma realização da Federação Maranhense de Bilhar e Sinuca (FMBS), Só Snooker e AABB. Com supervisão da Confederação Brasileira de Bilhar e Sinuca (CBBS) tem apoio do Jornal Pequeno, Supermercados Mateus, Óticas Diniz, Franere, Centro Elétrico, Schincariol. A premiação é de R$ 30 mil reais, do 1º ao 16º colocado.
Mesa dos trabalhos formada na solenidade de abertura do Norte-Nordeste 2013 de Sinuca.jpg
A mesa dos trabalhos, presidida pelo vice-presidente da CBBS e presidente da FMBS, Lourival Bogéa, foi composta, ainda, pelo secretário adjunto de Esportes do Governo do Maranhão (Sesp), Clineu Filho; secretário municipal de Desportos e Lazer (Semdel), Raimundo Penha; presidente da AABB-São Luís, Félix Pinto; Coronel Sá, comandante da Tropa de Choque da Polícia Militar do Maranhão, instituição parceira na realização do Campeonato Norte-Nordeste 2013.
A mesa dos trabalhos foi formada por Lourival Bogéa (FBMS e CBBS), Secretários de Esportes Clineu Filho (Estado) e Raimundo Penha (São Luís), Félix Pinto (AABB-São Luís) e Coronel Sá (PMMA)..jpg
Prefeitura - O secretário de Estado de Esportes, Joaquim Haickel, prestigiou o primeiro dia das competições e desejou boa sorte a todos os competidores e boa vinda aos atletas visitantes. Antes do início dos jogos, o músico e sargento da PMMA, Orisvaldo, executou os hinos do Brasil e do Maranhão. Em seu discurso, o Secretário Municipal de Desportos e Esporte, Raimundo Penha, disse que, a partir de agora, a Prefeitura de São Luís será parceira oficial da realização dos próximos campeonatos de sinuca em São Luís.

“Em nome do Prefeito Edivaldo Holanda Júnior desejamos boa sorte a todos os competidores e nos próximos eventos da sinuca maranhense teremos a parceria da Prefeitura de São Luís”, garantiu Penha.
Marcos Vinicius (MA) foi o primeiro classificado da FMBS na competição.jpg

Clineu Filho elogiou a organização do evento, destacou a iniciativa da FMBS, de se engajar ao projeto do Governo do Estado (Sedel), da Lei de Incentivo ao Esporte, e desejou boa sorte a todos os atletas.

Lourival Bogéa destacou o patrocínio da Cemar (Companhia Energética do Maranhão), pela Lei de Incentivo ao Esporte, o apoio de realizadores e apoiadores e enfatizou que “este campeonato mostra o fortalecimento da sinuca nos Estados do Norte e Nordeste”.
Manu (RN) e os piauienses Leal, Sílvio, Chicão e Geovani, concorrentes no NO-NE 2013.jpg

“Este é o terceiro grande evento nacional promovido pela Federação Maranhense de Bilhar e Sinuca. O sucesso alcançado, a grande participação de atletas e ótima repercussão mostram que estamos no caminho certo, fortalecendo a sinuca como um esporte no Maranhão, no Nordeste e em todo o país”, observou. “Agradeço a todos os presentes, convidados e parceiros deste campeonato que tem o patrocínio da Cemar, por meio da lei estadual de incentivo ao Esporte”, disse Bogéa..

O papa Francisco durante a reza do Ângelus


O papa Francisco lembrou neste domingo a recém-encerrada Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que aconteceu no Rio de Janeiro, e convidou os jovens a buscarem Jesus para combater o "veneno do vazio que se insinua em nossas sociedades baseadas no proveito e no possuir", que os iludem "com o consumismo".

Claudio Peri/Efe
O papa Francisco durante a reza do Ângelus
O papa Francisco durante a reza do Ângelus

O papa fez o apelo no tradicional reza do Ângelus dominical perante os vários fiéis que foram à Praça de São Pedro no Vaticano, desafiando o forte calor deste domingo em Roma.
Francisco se referiu a sua viagem ao Brasil, que terminou na segunda-feira passada, e expressou seu desejo de que os jovens que participaram da JMJ possam "traduzir essa experiência em seu caminho cotidiano e que possam traduzi-lo também nas decisões importantes e a vida".

O papa agradeceu pelo esforço de todos os que atuaram na JMJ e em sua organização e, em um trecho improvisado de seu discurso, disse que não esquece a "calorosa" acolhida que recebeu no Brasil, "um povo generoso", de "grande coração" e de "boas pessoas".
O pontífice advertiu que os jovens "são especialmente sensíveis ao vazio de significado e de valores que com frequência os cerca e, infelizmente, pagam as consequências disso".

"Por outro lado, o encontro com Jesus vivo, em sua grande família que é a Igreja, enche o coração de alegria, porque o enche de verdadeira vida, de um bem profundo, que não passa e não se murcha", acrescentou.
Francisco insistiu em como o Evangelho deste domingo põe o acento precisamente "na absurdidade de basear a própria felicidade" nas posses materiais.

Após a reza do Ângelus, o papa agradeceu a todos os fiéis que foram ao Vaticano "apesar do calor" e lhes desejou, como de costume, um bom domingo, acrescentando "um bom mês de agosto".
Ao final, vendo um grande número de jovens na praça, o papa Francisco exclamou: "parece o Rio de Janeiro!"


FONTE/ FOLHA DE SÃO PAAULO 

sábado, 3 de agosto de 2013

CNJ lança cartilha para auxiliar famílias sobre divórcio

CNJ lança cartilha para auxiliar famílias sobre divórcio


O Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em parceria com a Secretaria de Reforma do Judiciário do Ministério da Justiça e com apoio do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, lança, na segunda-feira (5/8), durante o III Encontro Nacional dos Núcleos de Conciliação, cartilhas para auxiliar homens e mulheres nos conflitos típicos de divórcios. “Nosso objetivo é prevenir conflitos ao ajudar pais, mães e filhos a superarem as dificuldades nesse momento de mudanças”, explicou o conselheiro José Roberto Neves Amorim, coordenador do Comitê Gestor do Movimento Permanente pela Conciliação.
As cartilhas são direcionadas aos pais e aos filhos adolescentes e serão distribuídas a Varas de Família de todos os estados.  Em linguagem simples e didática e com muitas ilustrações, as cartilhas têm modelos específicos para pais e filhos e são mais um produto da Escola Nacional de Mediação e Conciliação. Elas trazem desde questões jurídicas do divórcio, seu significado, até esclarecimentos sobre as mudanças e dificuldades que terão de ser enfrentadas pela família. Incluem também orientações de como se adaptar à nova rotina e a responsabilidade de cada um no processo. “A tiragem inicial será de 30 mil exemplares cada. O juiz de família que precisar de mais exemplares poderá pedir diretamente à Escola Nacional de Mediação e Conciliação, por meio do e-mail conciliar@mj.gov.br O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ”, informa o conselheiro Neves Amorim.
Oficinas – Experiência recente e de sucesso também será apresentada aos coordenadores dos núcleos de conciliação de todo o Brasil, no encontro da próxima semana na sede do Conselho da Justiça Federal (CJF): o de oficinas de divórcio de pais e filhos, um programa interdisciplinar desenvolvido pelo CNJ, sob a coordenação do conselheiro Neves Amorim e organização da juíza da 2ª Vara de Família e Sucessões de São Vicente, Vanessa Aufiero da Rocha.
Fruto de diversos projetos-piloto desenvolvidos pelos tribunais de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, as oficinas têm sido adotadas como meio de prevenção de conflitos há mais de cinco anos. Somente este ano em São Vicente, litoral de São Paulo, as oficinas já beneficiaram cerca de 70 famílias, atendendo a 135 homens e mulheres e respectivos filhos com idade entre 7 e 17 anos.
“Trata-se de programa educacional e interdisciplinar, concebido com base na experiência de países como Estados Unidos da América e Canadá, cujo objetivo é ajudar os pais e filhos menores que estão enfrentando um processo de separação. Nossa intenção é ajudar na reorganização familiar, alertar sobre os efeitos negativos que os conflitos possam causar aos filhos, difundir boas práticas e orientá-los na solução dos conflitos jurídicos por meio de acordos”, afirmou a juíza Vanessa Aufiero da Rocha.
As oficinas, realizadas simultaneamente, são divididas entre pais e filhos por faixa etária. Há espaço para os jovens expressarem seus sentimentos e trocarem experiências com outros jovens que passam pela mesma situação. As equipes que coordenam o trabalho são formadas por psicólogos, assistentes sociais e advogados. São usados diversos materiais entre eslaides, vídeos, atividades lúdicas e exercícios. No final de cada oficina, os participantes recebem a cartilha de pais ou de filhos que complementam o trabalho do núcleo.
 “A família chega junta e se divide nas oficinas específicas, voltando a se reunir ao final das atividades. Com esse trabalho queremos mostrar que, embora os pais estejam separados, eles devem continuar unidos para resolver os problemas e ajudar os filhos a se desenvolverem emocionalmente saudáveis e felizes”, explicou a juíza.
Os resultados, segundo ela, têm sido muito bons e o retorno dos participantes é dado por meio de uma ficha de avaliação. “O índice de satisfação tem sido muito bom, 94,20% dos que avaliaram a oficina disseram-se satisfeitos. Tivemos muitos acordos e até três reconciliações. Acompanhamos o efeito das nossas oficinas na vida dos participantes até dois meses da sua realização”, acrescentou Vanessa Aufiero.

Na apresentação do projeto durante o III Encontro Nacional dos Núcleos de Conciliação serão exibidos eslaides e vídeos sobre a oficina. Serão apresentados também, em vídeo, depoimentos de quatro participantes. “Trata-se de experiência eficiente da perspectiva da pacificação social e um marco quanto ao papel do Poder Judiciário como centro de harmonização da sociedade. Esta iniciativa, por ter um custo muito baixo, pode e deve ser levada para as varas de família de todo o País”, afirmou o juiz André Gomma, membro do Comitê Gestor do Movimento Permanente pela Conciliação e revisor das cartilhas. 
 
Maísa Moura
Agência CNJ de Notícias

Avião de pequeno porte cai ao lado da Anhanguera e mata 4 pessoas




Um avião de pequeno porte caiu no início da tarde deste sábado cerca de 20 minutos depois de decolar do
aeroporto de Jundiaí (a 58 km de São Paulo). Segundo os bombeiros, quatro pessoas morreram.
As vítimas foram o empresário Arnaldo Soares dos Santos Neto, 50, sua mulher Kênia Maria Tubertini dos Santos, 49, e os filhos Ana Luisa Tubertini dos Santos, 19, e Arnaldo Soares dos Santos Junior, 13.
O acidente aconteceu ao lado da rodovia Anhanguera, no km 61, perto da sede da AutoBAn, concessionária responsável pela via. A aeronave pegou fogo.
Com destino a Batayporã (MS), a aeronave era um bimotor particular modelo Beech Baron, prefixo PTLKG. Segundo a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), o bimotor estava em situação regular.
A curiosidade fez com que os motoristas reduzissem a velocidade no sentido interior da Anhanguera, na altura do acidente, o que provocou lentidão no horário.
As causas do acidente ainda serão apuradas.

FONTE/A FOLHA

Presidenciáveis fazem corrida eleitoral antecipada


Presidenciáveis Dilma Rousseff, Aécio Neves, Marina Silva e Eduardo Campos Foto: Reprodução
Presidenciáveis Dilma Rousseff, Aécio Neves, Marina Silva e Eduardo Campos.

BRASÍLIA - Dois partidos da base da presidente Dilma Rousseff, o PP e o PDT, tornaram-se o sonho de consumo de dois dos principais adversários da petista nas eleições de 2014, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o governador Eduardo Campos (PSB-PE). A um ano do início da campanha presidencial são muitas as incertezas no campo governista sobre o tamanho da coligação que disputará a reeleição. Mas, pelo olhar de hoje, Dilma não repetirá a parceria de dez partidos construída em 2010. As negociações de Aécio e Campos têm como objetivo suprir a necessidade de maior tempo de televisão, mas também permitir a montagem de palanques presidenciais em estados onde seus partidos enfrentam dificuldade. As negociações do PSDB e do PSB com o PP e o PDT são as mais adiantadas, mas outras articulações estão em curso. 


A Rede Sustentabilidade, da ex-senadora Marina Silva, ainda está absolutamente focada na validação das assinaturas necessárias para a Justiça Eleitoral formalizar a criação do partido, e não começou efetivamente negociações nos estados.

Embora PSDB e PSB estejam travando conversas tanto com PP quanto com PDT, há uma diferença de prioridade. Neste momento, enquanto o foco dos tucanos está nas conversas com o PP, o dos socialistas está sobre o PDT. Nos últimos dois meses, o PSDB incorporou o PP à base de todos seus oito governos estaduais — o último que faltava, no Pará, foi resolvido há cerca de um mês — e a avaliação entre os tucanos é que hoje ao menos a neutralidade da legenda na disputa nacional está a caminho de ser assegurada.

O sonho de Aécio Neves, no entanto, é que ocorra uma formalização da aliança, e para isso oferece apoio em estados onde o PP tem nomes fortes. Como o Rio Grande do Sul, onde lançará a senadora Ana Amélia Lemos, e no Amazonas, onde a pré-candidata pepista é a deputada Rebecca Garcia. Segundo o presidente do PP, senador Ciro Nogueira, a legenda está dividida:

— Na eleição passada, nós lutamos para que houvesse uma aliança formal com o PT, e ficamos neutros. Eu continuo defendendo a aliança formal, mas está tudo indefinido porque temos alianças importantes também com o PSDB. No Rio Grande do Sul, a Ana Amélia é candidata do PP e quem for contra o PT estará no seu palanque, que pode ser (palanque) do Aécio, do Eduardo Campos, ou duplo. No Paraná, somos Beto Richa (governador do PSDB). Em Goiás, temos o vice do Marconi Perillo (PSDB), e nesses dois o palanque é do Aécio.

No PSB, o empenho no momento é fechar as negociações com o PDT nos estados. Os trabalhistas receberiam apoio a seus candidatos aos governos do Rio, com o deputado Miro Teixeira ou o prefeito de São João de Meriti, Sandro Matos; do Mato Grosso, com o senador Pedro Taques; do Rio Grande do Sul, possivelmente com o deputado Vieira da Cunha; e de Alagoas, com Ronaldo Lessa — estados onde os socialistas têm dificuldades.

Segundo o presidente do PDT, Carlos Lupi, o partido tem conversado com todos os grupos, mas não há qualquer definição. Ele diz, ainda, que a tendência hoje é de apoio à presidente Dilma, mas não deixa de se referir aos protestos de rua:
— Essa é uma fase de muita conversa e pouca decisão, até porque essas manifestações mexeram muito no cenário. A diferença entre as conversas com os dois partidos (PSB e PSDB) é que o PSB é mais do nosso campo, e isso fortalece a possibilidade de aliança. Mas cada estado tem uma fotografia e há o peso de estarmos no governo através do Ministério do Trabalho — pontua Lupi.

Além da negociação com o PDT, o PSB ainda sonha dividir com Aécio o palanque de candidatos tucanos em três dos seis estados mais populosos do país: São Paulo, Minas Gerais e Paraná. Em todos os três, os socialistas integram os governos tucanos e já se preparam para apoiar a reeleição de Geraldo Alckmin (SP) e Beto Richa (PR). Em Minas, há ainda o possível, mas difícil, lançamento de um candidato único (PSB e PSDB), que poderia ser o prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB).

A articulação dos palanques duplos, no entanto, enfrenta um problema. Em 2010, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu que cada candidato ao governo só pode veicular na propaganda de rádio e televisão — principal ativo das campanhas — imagens e falas de um único candidato à Presidência. Ou seja, se for mantida a posição de 2010, Alckmin e Richa só poderão exibir na televisão imagens com Aécio — que é do mesmo partido deles —, nunca as com Eduardo Campos.

Independente da possibilidade ou não de formalizarem palanques duplos, Eduardo Campos e Aécio Neves têm mantido conversas frequentes e se falaram inclusive na última semana. Ambos almejam o apoio do outro para um hipotético segundo turno da eleição. Aécio Neves, no entanto, minimiza o peso das conversas de hoje no resultado final das alianças, que serão formalizadas somente em junho de 2014.

Na próxima terça-feira, Aécio, que é também presidente nacional do PSDB, reunirá em Brasília os presidentes de todos os diretórios estaduais de seu partido para tratar da montagem das chapas proporcionais e analisar a situação em cada estado:
— O PSDB tem uma prioridade hoje que é conversar com a sociedade. Vamos fazer isso nos nossos novos programas e estimular os diretórios estaduais a ampliar os leques de conversa. Só vamos tratar objetivamente das coligações no próximo ano. Muitas dessas alianças vão depender do quadro que existir lá. Agora é hora de estimular os estados a se organizarem. No ano que vem é a hora das conversas formais de alianças e quanto melhor posicionado estiver o PSDB, maior facilidade vamos ter para essas alianças.

No PSB, os próximos meses serão decisivos para a construção da unidade em torno de Eduardo Campos. Os governadores da legenda evitaram até agora se posicionar abertamente a favor de sua candidatura, alguns deles por medo de retaliação por parte do governo federal. O governador Cid Gomes (CE) é mais ostensivo contra Campos e vem defendendo continuamente, e de público, o apoio à reeleição de Dilma. A expectativa, no entanto, é que todos se unam quando Campos anunciar o rompimento com o governo e se lançar à Presidência, o que deve ocorrer no primeiro trimestre de 2014.

O primeiro-secretário do PSB, Carlos Siqueira, avalia que ainda é cedo para sacramentar qualquer decisão, mas reconhece as conversas com o PDT e com o PSDB tendem a prosperar nos estados:
— Ainda é muito cedo, ninguém vai tomar essas decisões agora. Essa é a realidade. Há um esforço para que possa se realizar uma aliança com o PDT, existem vários lugares onde essa aliança com o PSDB já existe e algumas deverão se repetir. Mas é o plano local que será definidor delas, no plano nacional são dois projetos distintos. Até porque há muitos anos temos boas relações, mas nossas posições são diferentes nacionalmente.

FONTE/O GLOBO.




Corpo do jornalista e acadêmico Luiz Paulo Horta é velado no Rio


O arcebispo do Rio, Dom Orani Tempesta, fez uma breve oração durante o velório. Foto Márcio Alves/Agência O Globo Foto: Márcio Alves / Agência O Globo
O arcebispo do Rio, Dom Orani Tempesta, fez uma breve oração durante o velório.

RIO - Amigos, familiares e personalidades da música, da literatura e da religião velam o corpo do jornalista e acadêmico Luiz Paulo Horta. A cerimônia está sendo realizada na sede da Academia Brasileira de Letras, no Centro do Rio, desde as 15h. Editorialista e crítico de música clássica do GLOBO desde o início dos anos 1990, Horta morreu na manhã deste sábado, vítima de infarto. Ele completaria 70 anos no próximo dia 14. 


Durante o velório, o arcebispo do Rio, Dom Orani Tempesta, fez uma breve oração para cerca de 100 pessoas. Ele chegou acompanhado do padre Omar Raposo que, em homenagem à paixão de Horta pela música, cantou e tocou ao piano a música "Segura na mão de Deus".

— Podemos dizer que o Luiz Paulo era um cristão leigo, que via o mundo pela cultura e pela arte. Mostrava que, em qualquer lugar, se pode viver como cristão. Ele tinha uma formação jesuítica, mas um coração de franciscano, marcado pela simplicidade. Nas últimas crônicas sobre a Jornada Mundial da Juventude, ele falou sobre a beleza do evento, a presença dos jovens e das mães com seus filhos nas ruas. Ele tinha capacidade de ver o belo, agora vai ver o paraíso celestial. Sabemos que junto à família ele vai deixar saudade, mas ele estará com Deus.

O velório seguirá ininterrupto pela madrugada. Às 8h30m de domingo, Dom Orani Tempesta celebrará uma missa de corpo presente, também na ABL. Às 11h, Horta será enterrado no mausoléu da instituição, no cemitério São João Batista.
O governador Sérgio Cabral divulgou nota lamentando a morte do jornalista e membro da Academia Brasileira de Letras:

— O Brasil e o Rio de Janeiro perderam um grande intelectual que, sem dúvida, era o maior sucessor de Alceu Amoroso Lima.
Em nota, o prefeito Eduardo Paes também comentou o falecimento:
— Luiz Paulo Horta foi um intelectual plural e fascinante, homem íntegro. A notícia de seu falecimento deixa todos tristes e surpresos. Atuante, Horta recentemente nos presenteou com seus artigos sobre a visita do Papa, sempre cheio de sabedoria.

Em São Paulo, o diretor artístico da Osesp, Arthur Nestrovski, dedicou o concerto matinal deste domingo a Luiz Paulo Horta:
— A Fundação Osesp expressa seus sinceros sentimentos à família de Luiz Paulo Horta, grande jornalista e amigo da música erudita, que sempre acompanhou e apoiou a Osesp.
Mulher de Horta, com quem casou-se em 2007, a editora do caderno Ela, Ana Cristina Reis, falou sobre a perda:

— Luiz já estava preparando o seu aniversário de 70 anos. Ontem, ele passou um e-mail para os mais próximos dizendo 'seu amigo chegou aos 70. Foi impossível evitar'. Chegar a essa idade era um sonho dele. Ele vivia intensamente, fazia tudo e nunca deixou que os problemas cardíacos fossem uma limitação para o seu trabalho e sua vida. Os jornalistas em geral vêm a vida com cinismo, descrença, ele não. Apesar de jornalista, Luiz Paulo enxergava beleza em tudo.


Ana Magdalena Horta, jornalista e filha de Luiz Paulo, falou sobre a alegria com a visita do Papa Francisco:
— Ele amava escrever, amava música. Tinha uma espiritualidade muito profunda, simples. Ele gostava de passar isso. Ele estava feliz com a vinda do Papa. Foi um apogeu na vida dele escrever o que estava sentido e partilhar essa alegria. Ele nunca ficava satisfeito com o que sabia e queria sempre aprender mais, e ao mesmo tempo era uma pessoa muito simples.


A outra filha, Ana Clara Horta, também lembrou com carinho do pai:
— Ele foi um pai incrível. Ele era uma pessoa dócil.

O diretor de redação do GLOBO, Ascânio Seleme, comentou a importância de Horta para o jornal:
— Perdemos um mestre, um exemplo de integridade e correção sem par. O GLOBO perde muito com a ausência do Luiz Paulo. Ele representou a tradição da música clássica no jornalismo. Nos anos em que foi responsável pelo programa de integração dos estagiários, ele foi um formador de jovens talentos. Cuidava com carinho dos jovens que ingressavam na profissão. O curioso é que ontem ele mandou e-mail para nós, seus amigos, convidando para seu aniversário fazendo uma brincadeira: "cheguei aos 70. Foi impossível evitar".


Merval Pereira, colunista do GLOBO e membro da ABL, também lamentou a perda:
— Luiz Paulo era um sujeito elegante, de uma delicadeza que só as pessoas cultas cultivam. Um sujeito com muitas facetas, a música clássica, especialista em religião, um jornalista. Morreu muito cedo e fora de hora.
Paulo Motta, editor executivo do GLOBO, complementou:

— Perdemos não só uma referência cultural na redação, mas também um exemplo de gentileza e bom humor.
Ali Kamel, diretor geral de Jornalismo e Esporte da TV Globo, destacou a humildade do jornalista:
— O Luiz Paulo era da inteligência mais brilhante que conheci. Ele era ao mesmo tempo humilde, sem nariz em pé. Sem dúvidas, a pessoa mais gentil que conheci. Se eu fosse defini-lo seria assim: um sábio gentil. Foi uma perda precoce. Fará muita falta para o Brasil, para o jornalismo, para o GLOBO e para a ABL.
O acadêmico Cícero Sandroni falou sobre o colega, que ocupava a cadeira de número 23, que pertenceu a Machado de Assis, desde 2008:

— Luiz Paulo Horta era uma figura importante para a academia. Nós todos lamentamos profundamente a perda desse companheiro. Uma pessoa que gostava de conversar e era muito afável e afetuoso. E era um homem também que tinha uma grande cultura, com conhecimento em filosofia, teologia e música. Essa é uma perda inesperada e dolorosa e, em sua homenagem, vou propor que os artigos que ele escreveu sobre a visita do Papa Francisco, publicados no GLOBO, sejam transcritos nos anais da Casa.
Luiz Roberto Nascimento e Silva, ex-ministro da Cultura no governo Itamar Franco, elogiou a forma como Horta tornava simples temas eruditos:

— Luiz Paulo teve uma importante contribuição para tornar compreensível às pessoas as músicas clássicas eruditas através de palavras simples. Recentemente, passou a fazer algo semelhante em relação ao catolicismo no Brasil explicando e tornando mais próximo das ruas o sentido da Igreja. Ele sempre exerceu a profissão de jornalista ao longo da vida com coerência e seriedade.

O jornalista e escritor Zuenir Ventura citou a generosidade do imortal. Além de ser um dos jornalistas mais cultos que já conheci, encarnava nele todas as virtudes cristãs. Ele não só falava sobre isso, como praticava. Era alguém que todos tinham um carinho por ele, por sua cultura e generosidade.
A jornalista Cora Rónai também lamentou a morte do amigo:

— Duas palavras definem quem era Luiz Paulo: cultura e gentileza. Ele tinha um jeito generoso e simples de tratar a todos,o produtor teatral Fernando Bicudo também falou sobre a importância de Horta:

— Conheci o Luiz Paulo a vida inteira. Era um grande homem, muito mais que escritor. Um intelectual, criativo e brilhante. Era um dos homens com a mente mais instigada que conheci. É uma perda irreparável. Era acima de tudo um amante da nossa cultura. O que me deixa um pouco em paz, é saber que ele morreu feliz pelo sucesso da Jornada Mundial da Juventude, que ele acompanhou de perto e fez artigos brilhantes.
O gramático e também acadêmico Evanildo Bechara comentou a participação de Horta na ABL:

— A presença de Luiz Paulo na academia foi muito rápida, mas muito marcante. Ele nos marcou não só pelo que trouxe de saber, mas também pelo que fez em prol da continuidade de nossas atividades musicais, nossos concertos de piano e violino. Sempre que havia um concerto promovido pelo Luiz Paulo, ele enriquecia as apresentações com seus comentários. Nunca perdia uma efeméride em relação à morte ou nascimento de algum compositor importante. Ele morreu, mas não estará ausente. Sua presença continuará entre nós. Ele deixou raízes tão profundas que estará para sempre conosco.

Moacyr Andrade, crítico de música e escritor, lembrou a contribuição do jornalista para a música erudita:
— O Luiz Paulo sustentou sozinho a tradição de crítica de música erudita no país por muitos anos. Ele fazia críticas profundas e sem cátreda. Com compreensão e elegância.
Eduardo Eugênio, presidente da Firjan, elogiou o jeito simples e discreto do imortal:
— Luiz Paulo Horta foi um exemplo. Simples, discreto, ético. Ensinou-nos a ser um homem de Deus num mundo carente dos verdadeiros e profundos valores. Preparava-se para os festejos de seus 70 anos, mas, inspirado por Francisco que tanto louvou, resolveu antecipar a celebraçao para hoje, em grande estilo, junto aos anjos e aos santos na casa do Senhor. Viva Luiz Paulo!

O padre jesuíta Paul Schweitzer também falou sobre a relação do amigo com a religião:
— Nós éramos muito amigos. Viajamos, inclusive, juntos para a Terra Santa (Jerusalém), em janeiro. Era uma pessoa que sempre procurava a verdade, era autêntica, e um homem muito culto que sabia expressar a fé da forma que as pessoas entendiam. Nos seus artigos sobre a visita do Papa Francisco para a JMJ ele conseguiu dar uma orientação positiva ao que significou a presença do Papa.

Foto Márcio Alves/Agência O Globo Márcio Alves / Agência O Globo 




Operações do Batalhão de Choque resultam em 11 prisões esta semana

BPCHOQUEPMMA

Operações realizadas pelo Batalhão de Polícia de Choque esta semana, resultaram em 11 prisões por furto, roubo e tráfico de drogas, apreensão de 06 menores infratores, além de outras apreensões de armas de fogo, armas brancas e drogas.
 
A guarnição policial do Choque, por meio da Operação Tornado, deflagrada na capital maranhense e nos municípios que compõem a grande São Luís, esteve esta semana combatendo a criminalidade nos bairros São Francisco, Renascença e Ilhinha, Parque Jair, São Raimundo, Santa Bárbara, Tibiri, Ipase e Maranhão Novo.-


Conforme destacou o comandante do Batalhão de Choque, tenente-coronel PM Sá, “o saldo alcançado pela Operação Tornado é extremamente positivo para a sociedade maranhense. Vale ressaltar que a população dos bairros, está sempre atenta e disposta a colaborar com a PM, denunciando o crime por meio do Disque Denúncia, e com isto, nós temos conseguido bons resultados”.


Ele ainda informou que o Disque Denúncia é um serviço oferecido pela Polícia Militar do Maranhão, que está disponível 24 horas por dia, através dos números: 3223-5800 (capital) e 0300-31358000 (interior) com a garantia do anonimato. “Muitas prisões e recapturas de fugitivos têm sido possíveis graças a este serviço que conta com a parceria da comunidade”.


Prisões mais recentes
Somente nesta quinta-feira (1º), o Batalhão de Choque conseguiu prender na região do São Raimundo, por volta das 21h30min: Fernando dos Santos Pinheiro, de 22 anos, morador do São Raimundo, por atitude suspeita em local ermo.


Na abordagem realizada pela equipe comandada pelo cabo Serra, soldados Kleberth e Guedes, na viatura Choque 05, foi constatado que ele portava uma carcaça de revólver, aparentemente de calibre 38mm.


Fernando dos S. Pinheiro e a carcaça de revólver que estava em seu poder


O suspeito foi conduzido sem lesões corporais ao Plantão Central da Cidade Operária, para as providências. Nesta mesma data a equipe da viatura Choque 08, prendeuIvanilson Alves da Silva (32), morador da Vila Isabel Cafeteira, por estar armado com uma faca e ter atentado contra a vida de Eldecley Vieira Matos (29), que reside na Vila Palmeira, onde foi realizada a operação Tornado, sob o comando do cabo Glauber, soldados Dowver e S. Almeida, nas proximidades do DETRAN.


Ivanilson A. da Silva e a faca apreendida em seu poder


Ainda na quinta-feira, Mateus Felipe dos Santos Cardozo (32) condutor daMotocicleta Honda Bróz vermelha de placa NXK-0242, no São Francisco, foi abordado e teve o veículo apreendido e recolhido ao DETRAN, por não estar devidamente licenciado para trafegar.


Além destas operações, a equipe do Batalhão de Choque prendeu nesta semana:


Os menores de iniciais P. S. de J. A. (17); R. B. da S. (17); A. C. S. (16) e G. F. S. S. (17) todos moradores do Parque Jair por furto e roubo em residência; V. L. J. R. (16); J. S. N.(16) moradores do São Francisco, por porte de drogas; Pedro Magno da Silva Junior, vulgo Pedrinho (27); Luís Paulo Sales Ribeiro, vulgo Chico (19), também do Parque Jair envolvidos em roubos em residências e veículos;  Guiomar Costa dos Santos, 31 anos, morador do Tibirizinho; Kleilson da Silva Sousa (23), do Conjunto São Raimundo; Tiago Nóbrega Araújo (28), morador do III Conjunto Cohab Anil, por porte de armas de fogo; Anderson Carlos Santos Barbosa (22), morador da Vila Palmeira, por furto de celulares e assédio sexual; Luís Guilherme Trindade Abreu (21), preso por agressão a sua companheira; João Mendes dos Santos, vulgo Patinho (49), também por agressão à mulher.

PF investiga conta na Suíça de ex-dirigente da Casa da Moeda

Suspeito de receber propina de US$ 25 milhões de fornecedores da Casa da Moeda, o ex-presidente da instituição é agora investigado por manter uma conta na Suíça.
A Justiça autorizou a Polícia Federal a compartilhar com autoridades daquele país provas do inquérito que investiga Luiz Felipe Denucci por crimes financeiros.

Denucci foi demitido do cargo em janeiro de 2012 após o Ministério da Fazenda ser informado de que a Folha apurava reportagem sobre a acusação de que ele recebeu US$ 25 milhões em três anos.
Esse valor, segundo relatório de uma empresa especializada em transferência de dinheiro com sede em Londres, veio de comissão paga por dois fornecedores do órgão e foi parar em offshores (empresas abertas em paraísos fiscais) criadas em 2010 por Denucci e uma filha dele nas Ilhas Virgens Britânicas.
Essa não foi a primeira denúncia de supostas irregularidades cometidas por Denucci, cuja saída desgastou o ministro Guido Mantega.

Mantega foi cobrado pelo Congresso a explicar por qual razão manteve o dirigente no cargo mesmo tendo sido alertado um ano antes das possíveis irregularidades pela Casa Civil e pelo PTB. A pedido da oposição, Mantega está sendo investigado por improbidade administrativa por não ter demitido Denucci.
O ministro pediu ao Supremo Tribunal Federal e conseguiu uma liminar para que seu caso seja apurado pela Procuradoria-Geral da República e não pela primeira instância, que tradicionalmente apura suspeita de improbidade contra autoridades.

Aos congressistas, Mantega negou ter protegido Denucci e disse que não podia ter tomado atitude antes da formalização de uma acusação nos órgãos de controle.
Em junho deste ano, a Justiça atendeu ao pedido da PF para compartilhar dados com a Suíça. Segundo despacho do juiz Vallisney Oliveira, o governo suíço identificou ativos de Denucci "que estariam relacionados aos supostos ilícitos investigados".

O inquérito policial foi instaurado em 2012, depois da demissão do diretor. O Brasil foi informado que ele tem ao menos US$ 300 mil num banco suíço e a PF corre para evitar que o dinheiro seja desbloqueado. A Suíça deu prazo até setembro para o Brasil informar se o valor está relacionado a eventuais ilícitos.
Até então sabia-se que Denucci tinha offshores nas Ilhas Virgens Britânicas e que havia contratado por R$ 3,1 milhões, sem licitação, uma empresa suíça para fabricação de cédulas. A Casa da Moeda nunca explicou por que optou pela companhia.

OUTRO LADO
Procurado em casa, na casa da filha e por meio do telefone celular, o ex-chefe da Casa da Moeda não ligou de volta para falar sobre a investigação e a conta na Suíça.
No ano passado, Denucci havia confirmado à Folha a existência das offhsores, mas negou ter feito movimentações financeiras com essas empresas. Admitiu conhecer o dono da empresa que fez o relatório atestando a movimentação milionária, a quem chama de primo, mas disse que o documento é falso.
Aos funcionários da Casa da Moeda, Denucci atribuiu sua saída a uma perseguição implacável contra ele.

Fonte/Alex Argozino/Editoria de Arte/Folhapress

Carandiru: júri condena 25 policiais a 624 anos de prisão.


O massacre do Carandiru aconteceu em 2 de outubro de 1992
Foto: Arquivo O Globo
O massacre do Carandiru aconteceu em 2 de outubro de 1992 Arquivo O Globo

SÃO PAULO — Jurados condenaram, na madrugada deste sábado, 25 policiais acusados de participar do massacre do Carandiru. Cada um deles foi condenado a 624 anos de prisão, em regime inicialmente fechado, pela morte de 52 pessoas (12 anos para cada homicídio). Terminou, assim, a segunda etapa do julgamento sobre os crimes ocorridos no dia 2 de outubro de 1992.

Apesar do anúncio da condenação, os réus permanecerão em liberdade, pois o processo ainda não transitou em julgado. A decisão também prevê a perda do cargo público dos réus (a punição servirá a 9 deles, que ainda estão na ativa).

FONTE/O GLOBO