quinta-feira, 3 de maio de 2018

Lava Jato/RJ: Operação 'Câmbio, Desligo' desarticula rede com 45 doleiros no Brasil e no exterior


Investigados tiveram prisão preventiva decretada e realizavam operações dólar-cabo para alimentar esquema de corrupção de Sérgio Cabral e outros ainda sob investigação
O Ministério Público Federal, a Polícia Federal e a Receita Federal realizam nesta quinta-feira, 3 de maio, a operação “Câmbio, Desligo”. A operação conta com o apoio de autoridades uruguaias e visa desarticular um grandioso esquema de movimentação de recursos ilícitos no Brasil e no exterior por meio de operações dólar-cabo, entregas de dinheiro em espécie, pagamentos de boletos e compra e venda de cheques de comércio. Foram expedidos 43 mandados de prisão preventiva contra doleiros que atuaram ao longo de décadas de forma interligada em diferentes núcleos dessa rede de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Também foi determinada a prisão temporária de operadores financeiros, com o intuito de garantir a efetividade das diligências. Os mandados estão sendo cumpridos no Uruguai e nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Distrito Federal.
As investigações partiram da colaboração premiada dos doleiros Vinícius Claret, conhecido como Juca Bala, e Cláudio Barboza, conhecido como Tony ou Peter. Eles foram presos em 3 de março de 2017 no Uruguai e intermediavam operações dólar-cabo para os irmãos Chebar, também doleiros e operadores financeiros do esquema do ex-governador Sérgio Cabral. Em colaboração premiada, Renato Chebar reconheceu que o volume de operação de compra de dólares aumentou consideravelmente a partir do início da gestão de Sérgio Cabral em 2007, motivo pelo qual foi necessário buscar os recursos de Juca e Tony para viabilizar as operações.
“Os colaboradores Juca e Tony funcionavam como verdadeira instituição financeira, fazendo a compensação de transações entre vários doleiros do Brasil, servindo como 'doleiros dos doleiros', indicando clientes que necessitavam dólares (compradores) e que necessitavam reais”, explicam os procuradores da República que integram a força-tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro. Junto com Dario Messer, dono de casas de câmbio, eles montaram uma complexa rede de câmbio paralelo sediada inicialmente no Brasil e, a partir de 2003, no Uruguai, de onde comandavam remotamente os negócios.
Os dois doleiros tinham um volume diário de operações nos anos de 2010 a 2016 de aproximadamente R$ 1 milhão. Para controlar as transações, os colaboradores desenvolveram um sistema informatizado próprio, de nome Bankdrop, no qual estão relacionadas mais de 3 mil offshores, com contas em 52 países, e transações que somam mais de 1,6 bilhão de dólares.
Outro sistema, chamado ST, registrava todas as operações de cada doleiro como uma espécie de conta-corrente e foi utilizado para controlar a movimentação dos recursos tanto no Brasil quanto no exterior.
Dario Messer – As colaborações premiadas de Juca e Tony foram fundamentais para esclarecer o papel de Dario Messer, que já havia sido alvo em 2009 da operação Sexta-Feira 13, no mercado paralelo de câmbio.
De acordo com as investigações, Messer recebia 60% dos lucros das operações de câmbio, pois era o responsável por aportar recursos e dar lastro às operações. Dono de casas de câmbio, era ele quem dava respaldo às operações com seu nome e ficava responsável pela captação de clientes. Messer chegou a possuir um banco em Antígua e Barbuda em sociedade com Enrico Machado, denominado EVG, destinado à lavagem de recursos de modo transnacional. O EVG encerrou suas atividades em meados de 2013, e vários dos investigados pela força-tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro e até mesmo por outras operações estão listados entre seus clientes.
Dólar-cabo – A rede estruturada por Messer, Juca e Tony foi utilizada por ao menos outros 46 doleiros. As operações dólar-cabo são uma forma de movimentar recursos de forma paralela, sem passar pelo sistema bancário. Usualmente, agentes públicos corruptos compram dólares no exterior de empresas que necessitam comprar reais em espécie no Brasil para corromper outros agentes públicos. Para que a operação funcione, é preciso uma extensa rede de contatos para casar as operações de compra e venda, o que era intermediado por doleiros do Juca e Tony. A metodologia traz vantagens para os doleiros como os irmãos Chebar, que utilizaram esse esquema, pois eles conseguem realizar as operações de seus clientes sem qualquer contato com o dinheiro em espécie ou custódia de valores, o que reduz consideravelmente os seus riscos.
Os mandados de prisão foram expedidos contra: Dario Messer, Diego Renzo Candolo, Daniela Figueiredo Neves Diniz, Marcelo Rzezinski, Roberto Rzezinski, Wu Yu Sheng, Claudia Mitiko Ebihara, Lígia Martins Lopes da Silva, Carlos Alberto Lopes Caetano, Sérgio Mizhray, Carlos Eduardo Caminha Garibe, Ernesto Matalon, Marco Ernest Matalon, Patrícia Matalon, Bella Kayreh Skinazi, Chaaya Moshrabi, Marcelo Fonseca de Camargo, Paulo Arruda, Roberta Prata Zvinakevicius, Francisco Araújo Costa Júnior, Afonso Fábio Barbosa Fernandes, Paulo Aramis Albernaz Cordeiro, Antônio Cláudio Albernaz Cordeiro, Athos Robertos Albernaz Cordeiro, Suzana Marcon, Carmen Regina Albernaz Cordeiro, Cláudio Sá Garcia de Freitas, Ana Lúcia Sampaio Garcia de Freitas, Camilo de Lelis Assunção, José Carlos Maia Saliba, Alexandre de Souza Silva, Claudine Spiero, Michel Spiero, Richard Andrew de Mol Van Otterlloo, Raul Henrique Srour, Marco Antônio Cursini, Nei Seda, Renne Maurício Loeb, Alexander Monteiro Henrice, Henri Joseph Tabet, Alberto Cezar Lisnovetzky, Lino Mazza Filho, Carlos Alberto Braga de Castro, Rony Hamoui, Henrique Chueke, Wander Bergmann Vianna e Oswaldo Prado Sanches.
Também foram solicitados o sequestro e arresto de bens e valores no total de R$ 7,5 bilhões de reais para restituição dos valores movimentados ilicitamente (R$ 3,7 bilhões) e reparação de danos morais coletivos.


BURITICUPU | Judiciário condena ex-gestor público por locação de veículo sem licitação


Ilustração.

O Juízo da 1ª Vara de Buriticupu condenou o ex-presidente da Câmara de Vereadores do Município, José Mansueto de Oliveira, à suspensão dos direitos políticos pelo período de cinco anos; multa civil no valor correspondente a duas vezes o valor do dano, que corresponde a R$ 111 mil; ao ressarcimento ao erário no montante de R$ 55 mil; e à proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que seja por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo período de cinco anos.
A sentença assinada pelo juiz Raphael Leite Guedes, titular da unidade judicial, se deu em Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público Estadual, alegando ato de improbidade administrativa por irregularidades cometidas à época do mandato, referente a locação de veículo automotivo sem procedimento licitatório devido, e pagamentos realizados com recursos financeiros da Câmara Municipal de Vereadores.
A Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA) atribuiu ao ex-vereador a conduta de ter locado um automóvel tipo Corolla XLI 1.8, flex, cor preta, ano 2008/2009, sem o procedimento licitatório previsto em lei. “O veículo era utilizado pelo ex-vereador para uso particular e de seus familiares, inclusive para viagens à capital deste Estado, com utilização de combustível pago pelos cofres públicos, ocasionando dano ao erário, no montante de R$ 55.960,00 mil”, discorreu o MPMA.
Consta na sentença, que foram juntadas ao processo fotografias que comprovam o uso do veículo para fins particulares; declarações de testemunhas ratificando a utilização indevida; cheques emitidos pela Câmara Municipal de Buriticupu para pagamento de combustível e locação do veículo, acompanhadas de notas fiscais e recibos. O ex-gestor público apresentou defesa negando as acusações. Em resposta, o MP reafirmou os termos da acusação e requereu o julgamento antecipado do caso.
Para o juiz, o conjunto de provas apresentado no processo demonstrou que o veículo era utilizado pelo ex-vereador para uso particular e de seus familiares, inclusive, para viagens à capital do Estado, com utilização de combustível pago pelos cofres públicos municipais. “A Lei Federal nº 8.429/92 disciplina a matéria em questão, estabelecendo que configura improbidade administrativa o ato praticado por agente público que importe (i) enriquecimento ilícito, (ii) prejuízo ao erário e (iii) violação aos princípios da administração pública (arts. 9, 10 e 11 da Lei nº. 8.429/92)”, assinala a sentença.
O juiz ressaltou também o princípio constitucional da legalidade administrativa que, segundo ele, implica em afirmar que toda ação do agente público deve estar expressamente prevista em lei. “Como bem comprovado nos autos, houve o dano ao erário para uso pessoal do demandado e de seus familiares, o que faz com que este juízo conclua, sem sobra de dúvidas, pelo desvio de verba pública da Câmara Municipal de Buriticupu/MA e violação do art. 10 da lei de improbidade administrativa”.

Márcio Rodrigo
Assessoria de Comunicação
Corregedoria Geral da Justiça do Maranhão
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EXCLUSIVO! SUPOSTO ESQUEMA DE COMPRA DE VOTOS EM IGREJAS EVANGÉLICAS PELO GOVERNO DO MARANHÃO




Há três meses atrás o Departamento de Jornalismo SJNOTÍCIASMA, deflagrou a  Operação Em Busca da Verdade, com a missão de fazer um minucioso trabalho jornalístico investigativo, referentes as denúncias de um suposto esquema montado pelo Governo do Maranhão, para compra de votos antecipadas junto aos fiéis de determinadas Igrejas Evangélicas.

Durante esse período a Operação Em Busca da Verdade, ouviu atentamente as denúncias de como funciona esse suposto esquema de corrupção eleitoral com suposto envolvimento do governo Estado, políticos, pastores, um alto funcionário da Caixa Econômica Federal do Maranhão, capelães e lideres evangélicos de várias igrejas da capital e do interior maranhense, onde o governador Flávio Dino estaria usando a máquina administrativa do Estado, do município pois o prefeito Edivaldo Holanda Júnior também tem participado das reuniões nas igreja evangélicas e por tabela o governo está uso a  maquina administrativa federal uma vez que segundo denúncias essas reuniões de negociatas de votos conta com a participação de um alto funcionário da Caixa Econômica do Maranhão.



Veja como funciona o suposto esquema do Governo do Estado na negociata de votos nas igrejas evangélicas

O governador Flávio Dino começou uma peregrinação pelas igrejas do Maranhão com o objetivo de convencer os pastores, a fazerem campanha junto aos fiéis para a sua reeleição, oferecendo vantagens aos pastores que se engajarem no que ele chama de: Luta para manter o Maranhão na linha do pregresso, livre da oligarquia Sarney.

Constam nas denúncias recebidas pela equipe de reportagem SJNOTÍCASMA, que pastores e os capelães evangélicos que foram nomeados pelo Governo do Estado com salários acima de 20 mil reais, receberam a missão de trabalhar em cima da reeleição do governador conquistando as ovelhas das igrejas para o Reino Comunista.

Um membro de uma igreja evangélica que por questões de segurança não iremos revelar o seu nome, falou a nossa reportagem, que reuniões contínuas estão sendo realizadas as portas fechadas nas igrejas, entre o Governo do Estado, pastores capelães evangélicos nomeados pelo governador e lideres evangélicos.

Um outro irmão de igreja falou que em uma dessas reuniões estavam presentes, o governador, Flávio Dino, políticos, secretários e assessores mais próximos e um alto funcionário a Caixa Econônmica Federal do Maranhão.

Consta nessa denúncia que o governador de viva voz, falou aos pastores e lideranças de igrejas, que o Governo do Maranhão precisava do apoio de todas as igrejas do Estado, pois queria ter uma votação algo em torno de 80% do eleitorado evangélico do Maranhão, que em troca o governo iria atender em tempo hábil as demandas das igrejas enviadas ao sua equipe pelos pastores evangélicos e que ele  estava colocando 30 mil casas do Programa do Minha Casa Minha Vida do Governo Federal, para serem entregues aos pastores para que esses entregasse os referidos imóveis aos irmãos de igreja que votassem no governo e nos seus aliados e que para essa doação ele estava contando com o apoio de um alto funcionário Caixa Econômica Federal do Maranhão que naquela reunião se fazia presente. Outras vantagens também foram ofertadas aos pastores e lideres evangélicas que se engajassem na campanha de reeleição do seu governo.

Capelães teriam recebido a missão de convencer fiéis a votarem em Flávio Dino

Diante dessas graves denúncias apuradas na Operação Em Busca da Verdade, deflagrada pelo Departamento de Jornalismo SJNOTÍCIASMA, nós que estamos integrados ao grupo de repórteres investigativos independentes, atuando no Departamento de Operações Jornalísticas Investigativas Especiais(OJIE ) e que acima de tudo somos cristãos, não poderíamos cruzar os braços diante dessas denúncias de um suposto esquema de corrupção eleitoral que estaria sendo montado pelo Governo do Maranhão dentro das igrejas evangélicas, com fins eleitoreiros colocando pastores e capelães para usarem o nome de Deus para induzir os fiéis a reeleger o governador Flávio Dino e seus aliados políticos, colocando em cheque a credibilidade dessas igrejas, diante dos cristãos evangélicos que buscam nessas igrejas a palavra de Deus as suas bençãos e o conforto espiritual.

Por conta disso estamos postando essas denúncias, para que o MPF, Justiça Federal, Polícia Federal e o TRE-MA, tomem as providências cabíveis, para coibir esses suposto crime eleitoral, que caracteriza compra ilegal antecipada de votos, que podem mudar os resultados das eleições 2018 no Maranhão.



CHAMAMOS A ATENÇÃO DO MPF PARA INVESTIGAR ESSAS DENÚNCIAS



             
                                                      
                                       
                                       

                                                                       
                                    
                                      Operações Jornalísticas Investigativas Especiais
                                                                         OJIE




                                                                Por: Stenio Johnny
                                                    Radialista/Repórter Investigativo
                                                               RI/RPJ-MA 0001541

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Defesa de Lula pede ao STF que tire processo sobre sítio das mãos de Moro

   
           
                           Ex-presidente Lula e o juiz federal Sergio Moro
                (Foto Nelson Almeida/AFP e Leonardo Benassatto/Reuters)

Reclamação endereçada ao ministro Dias Toffoli alega que o juiz federal 'afrontou' 2ª Turma do Supremo ao manter andamento de ação contra o petista

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu nesta segunda-feira (30) ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a Corte determine ao juiz federal Sergio Moro o envio de um dos processos contra o petista na Lava Jato à Justiça Federal de São Paulo e, além disso, anule o andamento da ação até o momento. Endereçada ao ministro Dias Toffoli, a reclamação dos advogados de Lula também pede uma decisão liminar para que a ação penal seja suspensa até o julgamento do mérito da solicitação ao STF.
O processo em questão é o que trata da suposta propina de 1 milhão de reais paga ao ex-presidente pelas empreiteiras Odebrecht, OAS e Schahin por meio de reformas no Sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP), frequentado por Lula e sua família. No início da semana passada, a Segunda Turma do STF entendeu que delações premiadas de executivos da Odebrecht que citam o petista não têm relação com o esquema de corrupção da Petrobras e, portanto, devem ser retiradas do processo e remetidas à Justiça paulista.
Diante da decisão do colegiado, a defesa de Lula pediu a Sergio Moro que enviasse os depoimentos e o processo como um todo à Justiça Federal de São Paulo. Ao decidir sobre o assunto, entretanto, o magistrado ressaltou que o entendimento da Segunda Turma não trata de sua competência para continuar à frente da ação, mas apenas das delações premiadas.

Moro ainda definiu que não enviaria os depoimentos imediatamente, mas aguardaria a publicação do acórdão da decisão do STF para “avaliar a extensão” dele e, enquanto isso, manteria o andamento do processo normalmente. Caso o STF decida não tirar o processo das mãos de Moro, os advogados de Lula querem, pelo menos, uma ordem para o envio imediato das delações da Odebrecht à Justiça de São Paulo.
No pedido a Toffoli, os defensores do ex-presidente sustentam que Sergio Moro “afrontou” e tenta “inaugurar verdadeira queda de braço” com o Supremo. Isso porque, argumentam, a decisão da Segunda Turma teria de ser cumprida a partir da publicação de sua ata, o que ocorreu no último dia 24 de abril, e não depois do acórdão.
“Não lhe cabe discutir o alcance ou tergiversar sobre o momento que lhe pareça mais conveniente para cumprir o mandamento em questão, mas, tão somente obedecer à decisão desse Tribunal Supremo”, afirmam as advogados.
Depois da decisão da Segunda Turma do STF de retirar as delações da Odebrecht de Sergio Moro, tomada pelos ministros Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes, a defesa de Lula diz que “a história conceberá essa c. 2ª Turma como o órgão de resistência ao falso moralismo, à sanha punitivista e à máxima de que os fins justificam os meios”.
Pedido ao TRF4
Também nesta segunda-feira, a defesa de Lula pediu que o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) atribua efeito suspensivo ao recurso especial e ao recurso extraordinário movidos, respectivamente, no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a condenação do ex-presidente no TRF4.
Caso aceita pelo presidente do tribunal de segunda instância, Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz, a solicitação dos advogados do petista faria com que ele fosse solto até o julgamento dos recursos no STJ e no STF. Lula está preso em Curitiba desde o último dia 7 de abril para cumprir a pena de 12 anos e 1 mês de prisão a que foi sentenciado pela 8ª Turma do TRF4, em julgamento em janeiro.

VEJA

SÃO LUÍS | Justiça determina que Município forneça bolsas coletoras a ostomizados


                               Ilustração.

Uma decisão proferida na última sexta-feira (27) pela Vara de Interesses Difusos e Coletivos da Comarca da Ilha condenou o Município de São Luís, à obrigação de fornecer gratuitamente dispositivos coletores aos pacientes ostomizados, usuários do Sistema Único de Saúde. Deverão ser beneficiados os pacientes que se submeterem aos procedimentos cirúrgicos de colostomia, ileostomia e urostomia, totalizando 16.440 (dezesseis mil, quatrocentos e quarenta) bolsas/mês para 822 pacientes. A decisão tem a assinatura do juiz titular Douglas de Melo Martins e a multa diária em caso de descumprimento é de R$ 10 mil.
A ação, proposta pelo Ministério Público, tem como parte requerida o Município de São Luís, e objetiva garantir às pessoas ostomizadas - aquela que precisou passar por uma intervenção cirúrgica para fazer no corpo uma abertura ou caminho alternativo de comunicação com o meio exterior, para a saída de fezes ou urina, assim como auxiliar na respiração ou na alimentação -, usuárias do SUS, o amplo, gratuito e irrestrito recebimento das bolsas coletoras. O MP relata que em janeiro de 2015 a presidente da Associação de Ostomizados do Maranhão (AOMA), compareceu ao Núcleo Psicossocial das Promotorias de Justiça da Capital para denunciar a ausência de fornecimento de dispositivos coletores.
Alegou ainda, que a responsabilidade pela compra e distribuição das bolsas coletoras era do Hospital da Universidade Federal do Maranhão, em razão de um convênio celebrado com a Secretaria Municipal de Saúde. Apesar disso, o MP apontou que os materiais em questão não estavam sendo devidamente entregues gratuitamente pelo Município de São Luís aos usuários do SUS desde o mês de outubro de 2014, violando a integridade física desses pacientes e os colocando em iminente risco de vida.
Em contestação, o Município suscitou a necessidade de chamamento da União ao processo. Alegou, também, que o recurso financeiro municipal é insuficiente e, desse modo, haveria a necessidade de um maior repasse de verbas da União para o referido programa de saúde. Destacou, ainda, que a procedência da demanda ofenderia a Lei de Responsabilidade Fiscal, no sentido de criar despesas sem a correspondente receita. “Rejeito a tese levantada pelo requerido sobre a necessidade de chamar a União ao processo. A questão debatida envolve a responsabilidade objetiva do Município de São Luís em fornecer o tratamento médico adequado garantindo, por conseguinte, o direito à saúde, uma vez que nenhum ente federativo poderá se eximir de prover tal direito alegando competência de outro ente”, argumentou Douglas Martins.
Para o juiz, comprovada a necessidade de fornecimento da medicação e tratamento médico, bem como a carência financeira para custeá-los, é dever do ente público o seu fornecimento, garantindo as condições de saúde e sobrevivência dignas, com amparo em artigos da Constituição Federal. “O tratamento de saúde adequado merece atenção do Poder Público, pois sua ausência mancha o Princípio da Dignidade Humana, bem como ofende o direito fundamental à vida. A conduta omissiva da parte ré, ao deixar de fornecer tais equipamentos, expõe de forma concreta a saúde e a vida dessas pessoas que não têm recursos para arcar com tal tratamento na rede privada”, concluiu a sentença.

Michael Mesquita
Assessoria de Comunicação
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FAMILIARES QUEREM SABER DO GOVERNADOR POR QUE ATÉ HOJE O ESTADO ESTÁ OMISSO A ELUCIDAÇÃO DO ASSASSINATO DE PMs NO MARANHÃO

                   
                         

Os Familiares dos militares Cabo Júlio César e Soldado Alberto Constantino, não entendem até hoje a omissão do Governo do Estado, da Polícia Civil do Maranhão e principalmente do Ministério Público, na elucidação do assassinato com ocultação dos cadáveres do PMs, no dia 17 de novembro de 2016 em um povoado da cidade de Buriticupu-MA.

As informações veladas que tivemos do caso em nossa passagem pela cidade de Buriticupu em fevereiro de 2017, dão conta da existência de uma organização criminosa  na Região Tocantina que opera em roubo a cargas, tráfico de drogas, extração ilegal de madeira, dentre outros crimes e que dessa organização participam: Empresário madeireiro, políticos ligados ao governo do Estado, militares e delegado da Polícia Civil e que no assassinato dos PMs, estariam envolvidos praças dois oficiais e um coronel PMMA, que teriam recebido ordens dos chefes dessa organização criminosa, para assassinar e ocultar os corpos dos policiais militares.

Tenente Josuel, Soldados Viana e Gladistone, presos depois soltos por "Insuficiência de provas"

Ainda segundo informações os restos mortais dos militares estariam enterrados dentro de um veículo, em uma vala aberta por uma retroescavadeira,  nas terras de um político do PC do B, no Povoado de Faíza. Três militares foram presos em julho de 2017, mas por insuficiência de provas foram soltos. Um dos militares preso por suspeita de participar do assassinato dos PMs, um mês depois de ser solto pela justiça foi promovido pelo governador Flávio Dino. Isso tal vez explique a omissão do poder público em elucidar o caso. Diz a família!

                              
                                                              Promoção vergonhosa!
Governo comunista do Maranhão promove Tenente Josuel acusado
de participar do assassinato dos militares em Buritcupu-MA
                         

                                                                 
                                                       
                 Qual o mistério em torno desse duplo assassinato dos PMs no Maranhão?
                                 
         


foto dos PMs assassinados

Inconformados com a perda prematura dos PMs, familiares apelaram pra tudo. Uma carta foi enviada as Nações Unidas, a ONU respondeu dizendo que está acompanhado ocaso a distância, mas que só pode intervir quando esgotarem todas as tentativas de elucidação do caso nas esferas Estadual e Federal.

Desabafo da família

"Estamos desamparados, não temos mais a quem recorrer: Aqui no Maranhão, a Polícia Civil não consegue elucidar o caso, o MPM, Direitos Humanos e a ONU nada fizeram. O Governo do Estado lavou as mãos, fez vistas grossas e empurrou com a barriga. A  nossa última esperança era o MPF, mas já respondeu dizendo que compete a esfera Estadual elucidar o caso e nada pode fazer". 

"Agora só Deus na causa! Desabafou a mãe de um dos militares assassinados."


Uma carta foi endereçada a Douta Procuradora Geral da República Raquel Dodge, pedindo o envio de um requerimento solicitando ao STJ a federalização do caso para que a Polícia Federal assumisse as investigações. Até hoje a família aguarda resposta.



A reportagem SJNOTÍCIASMA, teve acesso com exclusividade a carta enviada a procuradora


Vejam a qui a carta na íntegra.




lLMª Senhora Procuradora Geral da República

SENHORA DOUTORA: RAQUEL DODGE


Viemos da melhor forma, trazer ao conhecimento de Vossa Excelência, denúncia relativa ao assassinato de policiais militares, com ocultação de cadáveres na cidade de Buriticupu-MA, no dia 17 de novembro de 2016. Passados 11 meses, a Polícia Civil do Maranhão não conseguiu elucidar o caso, limitando-se apenas informar a nós familiares que temos que aguardar em casa, que o caso está sob segredo de justiça e que eles não trabalham sobre pressão.

Acontece Excelência, que temos percebido o descaso, inoperância e incompetência da Polícia Civil em relação a elucidação do assassinato dos militares, onde aparecem como suspeitos oficiais, praças da PM, delegado e políticos da região. Sendo que no dia 01 de junho foram presos três militares suspeitos, mas até agora nada foi feito. Por não ter provas suficientes para incrimina-los foram postos em liberdade.

Um major PMMA  que seria o homem que comandava os esquemas ilícitos juntamente com outros militares daquela região, ainda não teve o seu pedido de prisão decretado. O Tenente Josué, suspeito de participar do assassinato dos militares, foi solto pela justiça por insuficiência de provas, devido a um inquérito mau feito, cheio de falhas e sem provas contundentes, pra completar o Tenente ainda foi promovido pelo Governo do Estado a  pedido do Comandante Geral Frederico Pereira, candidato a deputado estadual nas eleições de 2018,, pelo PC  do B partido do governador Flávio Dino.

O mais estranho de tudo Excelência, é o desaparecimento da única testemunha do caso, conhecido como Dal, que trabalhava como uma espécie de informante para os militares na cidade. Essa testemunha desapareceu logo após prestar depoimento na delegacia da cidade de Buriticupu-MA, sem que ninguém até hoje saiba do seu paradeiro.

No depoimento Senhora Procuradora Geral, a testemunha declinou os nomes dos envolvidos no desaparecimento dos policiais, que segundo informações extra oficiais, os militares teriam sido mortos e seus corpos enterrados dentro de um carro no enorme buraco, que além do envolvimento dos militares como executores, teve a participação de político e um empresário madeireiro da região, que são acobertados por um grande político do Estado, que tem obstruído o trabalho da polícia na elucidação do caso.  Essas  informações nos deixaram tristes e sem esperança para solução do caso.

Diante da inoperância, incompetência da Polícia Civil do Maranhão e do descaso do Governo do Estado, que mesmo ouvindo o nosso clamor, não se sensibilizou e nem cobrou da polícia mais rigor nas investigações para elucidação desse misterioso crime que trata do assassinato dos militares com ocultação de cadáveres, viemos humildemente suplicar a Vossa Excelência:

01-Que a Procuradoria Geral da República se  digne a encaminhar um requerimento ao Superior Tribunal de Justiça(STJ), para que a corte superior determine que a nossa honrosa Polícia Federal, assuma as investigações desse emblemático caso do assassinato  dos Militares aqui em Buriticupu-MA.

02-Determine o afastamento da Justiça Militar, para que o processo passe a tramitar na Justiça  Comum.


Certos que Vossa Excelência irá se sensibilizar com o sofrimento das mães, filhos e esposas desses militares de já agradecemos.


OS FAMILIARES

Josefa freire da luz Pereira
Mãe
Raimundo Nonato da Luz Pereira
Irmão
Paulo César da Luz Pereira
Irmão
Ana Clúdia Bezerra dos Reis
Ex  mulher e mãe de dois dos filhos do militar
Paulo Freire da Luz
Tio
Gilberto Constantino/Irmão
Antonio Santos Pereira
Pai
Joana constantino sousa
Mãe do Soldado Alberto


Buriticupu  04 de outubro de 2017





                                                                   


                                         
                                           Operações Jornalísticas Investigativas Especiais
                                                                      OJIE



Por: Stenio Johnny
Radialista/Repórter Investigativo
RI/RPJ-MA 0001541

Governador do MA triplica contratações de capelães com salários de até R$ 21 mil

 Dino age para atrair apoio de evangélicos



Governador Flávio Dino ao Lado de Capelães militares
                  

SÃO LUÍS - De olho nos votos dos evangélicos, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), tem estreitado as relações com os grupos religiosos do Estado. Nos últimos meses, Dino aumentou de 14 para 50 o número de capelães contratados pelo governo estadual. A maioria dos novos cargos foi entregue a líderes evangélicos, alguns deles filiados a partidos da base de Dino. 
Além disso, o governador deve destinar uma das vagas ao Senado em sua chapa à deputada Eliziane Gama (PPS-MA), ligada à Assembleia de Deus. A manobra causou descontentamento do PT, que pleiteava a vaga.
No dia 15 de março o PRP, que integra a oposição a Dino na Assembleia Legislativa do Maranhão, protocolou uma notícia de fato junto ao Ministério Público Eleitoral (MPE) na qual acusa o governador de “abuso do poder eleitoral” por causa da contratação dos capelães.
Segundo a denúncia, Dino criou uma “seita política-administrativa-religiosa eleitoral” com a indicação dos novos capelães para a Polícia Militar e Corpo de Bombeiros – em um discurso a pastores ele prometeu criar outros 10 cargos para a Polícia Civil.
                          Resultado de imagem para FLÁVIO DINO FOTOS COM PASTORES EVANGÉLICOS
Dos 34 novos postos, apenas 10 foram destinados à Igreja Católica. Os outros 24 foram entregues a líderes evangélicos. Os salários, segundo a denúncia apresentada ao MPE, vão de R$ 6 mil a R$ 21 mil. Entre eles estão religiosos filiados ao PDT, PTB, PP, PPS e DEM, todos partidos que integram a base aliada do governo Dino.
Outro capelão, o pastor major Caetano Jorge Soares, apoiou publicamente a campanha de Dino em 2014, conforme o portal do PC do B. Já o pastor Venino Aragão de Souza, da Igreja Universal do Reino de Deus, comanda um programa na TV Difusora, retransmissora da TV Record no Maranhão.
Demanda. As nomeações seguem as normas legais e a escolha dos nomes é uma prerrogativa do governador. Em nota assinada por todos os capelães, o governo justifica as contratações dizendo que o aumento do efetivo policial fez crescer a demanda por serviços religiosos nos quartéis.
                            
                            
“Em decorrência do investimento do atual governo nas corporações militares, aumentando de forma significativa seu efetivo e, consequentemente, o crescimento da necessidade de apoio espiritual, pastoral com o objetivo de resgatar valores sensíveis com a comunidade, com a própria família do policial, havendo a necessidade do correspondente aumento de oficiais capelães, bem como, da regionalização dessas capelanias”, afirma a nota.
Durante a Convenção Estadual das Assembleias de Deus do Maranhão, em dezembro do ano passado, Dino, que costuma se definir como um “comunista, graças a Deus”, falou o que pensa sobre a relação entre política e religião.
“Nós garantimos um princípio muito especial, o princípio do estado laico. O estado laico não é um estado antirreligioso, há às vezes uma confusão em relação a isso. O estado laico é aquele cujo governante não protege uma Igreja em particular. Para ser laico de verdade, um estado abrange, acolhe e estimula todas as Igrejas. E isso nós temos feito”, disse.
Em outra frente, Dino tenta integrar os evangélicos na composição de sua chapa. A deputada Eliziane Gama (PPS-MA), ligada à Assembleia de Deus, maior denominação neopentecostal do Brasil, deve ficar com uma das vagas para a disputa pelo Senado. 
A escolha irritou o PT, um dos principais aliados de Dino. Eliziane votou a favor do impeachment da presidente cassada Dilma Rousseff e tentou convocar o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva para depor na CPI da Petrobrás. Além disso, o PT quer indicar o ex-secretário de Esportes e Lazer do Maranhão Márcio Jardim para a vaga.
Dino justifica a escolha dizendo que o PT já está representado em seu governo e agora precisa ampliar sua aliança.



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Por: Ricardo Galhardo - Enviado Especial, O Estado de S. Paulo